Mais um grave acidente de trânsito chocou Divinópolis na noite desta quarta-feira(23). O fato reacende o debate sobre a segurança da BR-494, especialmente no conhecido trevo do parque de exposições. A colisão entre dois veículos feriu sete pessoas, incluindo uma criança de 10 anos e dois adolescentes. Este incidente escancara uma preocupante repetição de ocorrências no local.
A tragédia mobilizou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU Oeste/Centro) e o Corpo de Bombeiros. Além disso, reforça a percepção de que as autoridades seguem em silêncio. Faltam ações efetivas para conter o que se tornou uma armadilha para motoristas e passageiros.
O Socorro Imediato
A Central de Regulação do SAMU recebeu o chamado para o acidente, envolvendo dois veiculos, às 18h37. Rapidamente, a Unidade de Suporte Avançado (USA) de Divinópolis e a Unidade de Resgate Mista (Bombeiros/SAMU) seguiram para o local da colisão.
No cenário da tragédia, a equipe da USA deparou-se com o sofrimento de três pessoas. Uma menina de apenas 10 anos, embora consciente, queixava-se de fortes dores abdominais e torácicas. Em seguida, um adolescente de 13 anos apresentava cortes no rosto e lábios. Por fim, um homem de 61 anos, com cortes na testa, relatava dor aguda no ombro direito.
Após os primeiros e urgentes atendimentos, as equipes levaram o adolescente e o homem para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis. A menina, dada a gravidade de seus sintomas, seguiu para a Sala Vermelha do Complexo de Saúde São João de Deus.
Outras Vítimas e o Clamor por Ação
Paralelamente, a Unidade Mista Bombeiros/SAMU socorreu mais três vítimas: uma mulher de 48 anos, um adolescente de 12 anos e um homem de 60 anos. Todos estavam conscientes e, a princípio, estáveis. Receberam os primeiros cuidados e, depois, foram encaminhados para a UPA de Divinópolis.
Este episódio recente, contudo, não é um fato isolado. O trevo da BR-494, próximo ao parque de exposições, tem sido palco de inúmeros acidentes, muitos deles com vítimas graves. Isso gera um clamor crescente da população por providências. A ausência de sinalização adequada, iluminação eficiente ou intervenções de engenharia que minimizem os riscos demonstra uma flagrante falta de comprometimento das autoridades com a segurança viária. Por conseguinte, há um descaso com a vida dos divinopolitanos e usuários da rodovia. Até quando a BR-494 será uma via de sacrifício sem que medidas sejam tomadas? A comunidade espera respostas e, sobretudo, ações concretas.
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