Quem é Josias?
Josias Gomes Ribeiro Filho foi diretor da Unidade do Cefet em Divinópolis, atualmente exerce o mesmo cargo na cidade de Nepomuceno. Josias foi também presidente do PPS – Partido Popular Socialista – e em um embate com o ex-deputado federal Francisco Gonçalves deixou a presidência, contudo continua filiado ao partido.
| Vamos arregaçar as mangas!!
Acompanhamos com preocupação e ansiedade, esse quadro das finanças públicas, por que passa a prefeitura de Divinópolis. Assistimos entristecidos aos sucessivos atrasos de compromissos financeiros no governo do então prefeito Galileu Teixeira Machado. Naquela fatídica segunda metade do mandato, a situação se agravou e o pagamento dos salários eram atrasados primeiro em dias e depois em meses. O décimo terceiro do funcionalismo era quitado em suaves prestações, cujo parcelamento, passava de um ano a outro. Essa situação perdurou até o final do mandato do Galileu em 2004. Somente no governo do então prefeito Demetrius Pereira, o quadro se normalizou e os pagamentos passaram a ser pagos religiosamente em dia, mas com certeza a custa de muito esforço, contenção de gastos e racionalização da máquina pública. Isso porque historicamente, a arrecadação do município sempre foi proporcionalmente acanhada em detrimento a sua população sempre crescente. Some-se a isso o passivo decorrente de erros estruturais na urbanização desordenada e até irresponsável de gestões passadas. Para o enfrentamento desse desequilíbrio das contas públicas, torna-se cada dia mais urgente a necessidade de uma reformulação da nossa matriz de arrecadação financeira. Assim, um conjunto de ações corajosas precisa ser tomado para evitar a deteriorização dos nossos serviços públicos, antes que entrem em colapso. No meu entendimento sem querer uma análise simplista, temos que aumentar a arrecadação, visto que despesas com folha de pagamento, custeio da maquina e Continua depois da publicidade Para melhorar a arrecadação duas vertentes devem ser perseguidas. Atração de novas empresas para geração de empregos, renda e dividendos para os cofres públicos do município. A outra forma de arrecadação é melhorar a eficiência da fiscalização. Essa última talvez seja a mais urgente e de resultados de curto prazo. A arrecadação de tributos municipais como Iss, Iptu e outros precisam ser melhorados. Sabemos da excessiva carga tributária a que está sujeito o povo brasileiro e esse é um tema polêmico. Mas a cidade precisa cobrar melhor e com eficiência. É gritante a informalidade em nossa cidade. Ë raro receber uma nota fiscal nas nossas lojas de médio e grande porte. A indústria confeccionista pode colaborar mais com a cidade se deixarem a informalidade de maneira gradativa e crescente. Em fim, será necessário um novo pacto, com o setor produtivo capaz de alavancar a arrecadação no município, cujos beneficiários seremos todos nós. |
Após o comentário de Josias Ribeiro, agora transformado em matéria, a pedido do próprio professor. Um leitor descontente com a posição de Josias postou o comentário que reproduzimos
| RICO NAO PAGA IMPOSTO EM DIVINOPOLIS NÃO ENTENDI BEM O ILUSTRE PROFESSOR JOSIAS. SE BEM ENTENDI O MESTRE ESTÁ PROPONDO COBRAR MAIS IMPOSTOS É ISSO. CARO PROFESSOR JOSIAS, O SOFRIDO POVO DE DIVINÓPOLIS, JA PAGA SEU IMPOSTO EM DIA E PADECE DOS PÉSSIMOS SERVIÇOS PÚBLICOS. NAO AGUENTAMOS MAIS PAGAR TODO ANO IPTU E IPVA E VER AS NOSSAS RUAS E ESTRADAS ESBURACADAS. SINCERAMENTE PROFESSOR JOSIAS, QUEM NAO PAGA IMPOSTOS EM NOSSA CIDADE SAO OS LATIFUNDIARIOS URBANOS QUE POSSUEM CENTENAS DE LOTES. TAMBÉM ESSES DONOS DE FESTAS QUE NAO PAGAM PARA SUAS REALIZAÇOES NADA AOS COFRES MUNICIPAIS. MAS FIQUE TRANQUILO PROFESSOR ESSE PESSOAL, SAO OS DONOS DA CIDADE, SAO AMIGOS DO REI, E CONTINUARÃO SEM PAGAR IMPOSTOS. EM RESUMO SOMENTE O POVAO PAGA IMPOSTOS NESSA CIDADE. |
Respondendo o comentário, Josias, concorda, e vira sua “metralhadora da falta de arrecadação” para o setor de prestação de serviços, falando das festas, citando nominalmente a “Festa da cerveja” e a informalidade da área médica
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Fiscalizaçao pífia
Concordo com vc meu caro Joao Marcelo. O povo honesto e trabalhador de Divinópolis, paga religiosamente em dia seus impostos. Ocorre que a cidade pouco arrecada com tributos municipais de serviços. Também o ICMS, da cidade é muito baixo, parece que as mercadorias pouco circulam pelo município; isso se deve a ineficiência de fiscalização. De acordo com reportagem da revista Veja, nossa geração de emprego e renda está em grande monta, ancorada, na saúde e educação. Também nos variados serviços, turismo de negócio e festas.
Mas, justamente esse setor é o mais informal do município. Infelizmente nossas festas que possuem orçamentos da ordem de milhões, como a da cerveja e outras pouco recolhem para os cofres públicos. Gostaria inclusive que o erário municipal, divulgasse a arrecadação dessa festas, juntamente com a previsão de público. Vocês verão que o público estimado é piada, perto do efetivo.
A área médica é outra que navega na mais absoluta informalidade. Portanto, ou o município resolve essa questão ou vai continuar no limbo com seu orçamento. Agora, ter vontade política para mexer nesse vespeiro, é outra questão.
Sugiro que os nossos responsáveis pelo planejamento, desenvolvimento econômico e fiscalização busquem apóio da prefeitura de Belo Horizonte. Lá ao contrário daqui, todos pagam, não somente o cidadão comum como em nossa querida cidade
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