Se há quem diga que depois da morte tudo se acalma, a madrugada desta quarta-feira (12) em Divinópolis provou que nem os carros do serviço funerário estão em paz. Dois homens foram presos em flagrante enquanto tentavam furtar um veículo da própria funerária municipal, empurrando o carro no meio da rua, como se estivessem levando uma mudança, ou talvez uma alma penada motorizada.
Segundo a Polícia Militar, a ação nada discreta aconteceu por volta da meia-noite, quando os militares do 23º BPM receberam uma denúncia de que dois suspeitos empurravam um carro em atitude suspeita pela rua Nossa Senhora de Fátima, em pleno centro da cidade.
Ao chegarem no local, os policiais se depararam com a cena inusitada: os dois suspeitos, de 26 e 41 anos, empurravam um VW Saveiro que, como se descobriu logo em seguida, pertence ao Serviço Municipal de Luto, mais precisamente, à funerária da prefeitura, de onde havia sido furtado momentos antes na rua Antônio Olímpio de Morais.
Roubo com empatia? Nem carro de defunto escapou
Os autores do crime, que pareciam mais empenhados do que discretos, não contavam com a “ajuda do além” — no caso, a rápida resposta da PM, que os abordou ainda na movimentação fúnebre do furto. Os dois foram presos por furto consumado e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.
O detalhe curioso (como se já não bastasse): um deles empurrava o carro enquanto o outro acompanhava em uma bicicleta — que também foi apreendida. Resta saber se ele pretendia fugir pedalando com o defunto imaginário ou só estava ali para “dar moral” ao amigo.
Fichas criminais de respeito
A dupla não é novata no mundo do crime. O sujeito de 26 anos já ostenta passagens por furto, receptação e tráfico de drogas. Já o parceiro de empreitada tem registros por furto e lesão corporal. Agora, ambos adicionam à coleção o curioso item “furto de veículo funerário empurrado em via pública”.
A perícia técnica esteve no local para constatar a tentativa de ressurreição automotiva, e o veículo foi removido para um pátio credenciado. A bicicleta do crime também foi apreendida — talvez para análise paranormal.
O morto não foi, mas o veículo quase
A ação da PM evitou que o caso virasse manchete nacional com algo do tipo “carro de defunto some com cadáver dentro”. Por sorte, o veículo estava vazio — e os autores, por incompetência ou falta de gasolina, não foram longe.






