A folha afirma que o calhamaço, abstrato, que pode até nem existir, já que ninguém o verá, tem 280 páginas dividido em 20 temas, com 118 propostas, e que teria sido entregue para Serra em primeiro de setembro, que desde então, o tucano, com certeza, estrategicamente vinha fazendo revisões nas propostas.
Diante de uma campanha super acirrada, resta o povo brasileiro saber, em que horário Serra se dedicava a tal revisão.
De uma forma quase cínica, e em total desrespeito aos eleitores, Xico Graziano, ex-secretário do governo Serra em São Paulo e também responsável pela coordenação do programa, disse que não foi entregue antes, por uma opção de marketing da campanha, segundo ele, com receio que fosse copiado pela campanha de Dilma Rousseff (PT) .
Diante de tais declarações, irresponsáveis inconseqüentes e levianas do tucano, mostra o estilo que seria um provável governo tucano. A partir desta constatação basicamente nada que estiver no “programa de governo” dos tucanos pode ser levado a sério e ter credibilidade.
O programa de governo é só falado, Serra fala sobre a Petrobrás e o Pré-Sal , o setor de energia, sua proposta surreal de aumentar o salário mínimo para R$ 600 reais, e um aumento de 10% para o aposentados, como se fosse possível fazer isto sem quebrar o país e não voltar a passar o pires para o FMI – Fundo Monetário Internacional.
O programa fala da criação de mais ministérios, “Segurança” e da “Pessoa com Deficiência”, além de uma pasta para “Logística” no âmbito do Ministério dos Transportes e da Secretaria de Portos.
Fala também na utilização de um auxiliar para cada professor no 1º ano do ensino fundamental, na ampliação do Bolsa Família –além de instituir um 13º no programa– e na retomada dos antigos mutirões da saúde.
Em diversos trechos, Serra diz que pretende acabar com loteamento político de cargos, como em estatais, no Incra e nos Correios, este alvo de crise recente.


