As capas das maiores revistas do país por si só demonstram o posicionamento político de cada uma. De forma sutil, tentam induzir os eleitores para Serra ou Dilma, todas movidas por interesses próprios, de suas próprias sobrevivências e posicionamento de mercado.
É assim que funciona o mundo capitalista. A grande grita das revistas, principalmente das pró-Serra, como já noticiado aqui no Divinews, é a proposta do Governo Federal de pulverizar a verba publicitária e no caso da Globo, a atenção que o PT vem dando para a Record.
Então, nada mais fantasioso que a suposta isentabilidade e imparcialidade da imprensa frente à qualquer eleição. Sempre foi e sempre vai ser assim. Nesta eleição, por seu acirramento, é que ficou mais latente e as mascaras, ou melhor as capas dos veículos caíram, ficando mais visível suas posições.
Antes do golpe militar de 64, a imprensa já se digladiava, sempre posicionadas a favor deste ou daquele candidato ou grupo politico. Neste balaio estavam a Tribuna da Imprensa que defendia a UDN o Jornal Ultima Hora, mais favorável ao PSD. As inocentes, comparando com o cenário atual, revistas O Cruzeiro e Manchete, também tinham posições políticas
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Esses fatos remetem-nos a uma grande composição de Chico Buarque, que e um dos compositores mais criticos em se tratando de politica nacional e que compos, alem dessa, inumeras musicas de cunho politico. Eis a letra
O Que Será (A Flor Da Terra)
O que será que será
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças, anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
Que gritam nos mercados, que com certeza
Está na natureza, será que será
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho
O que será que será
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia-a-dia das meretrizes
No plano dos bandidos, dos desvalidos
Em todos os sentidos, será que será
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido
O que será que será
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E o mesmo Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno, vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo
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