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As cúpulas do PSDB e DEM preparam, a partir de hoje, uma “intervenção branca” na campanha do tucano José Serra, para iniciar a corrida do segundo turno com novo fôlego.
A festa preparada com antecedência pela direção do PT — para a comemoração de uma eventual vitória da candidata à Presidência Dilma Rousseff ainda no primeiro turno — terminou num retumbante fracasso.
Já Dilma Rousseff (PT) manteve sua trajetória de perda de apoio das últimas semanas. De franca favorita até meados de setembro, terá de enfrentar Serra no próximo dia 31 de outubro.
O resultado de ontem repete o padrão das eleições presidenciais desde 1994.
Desde então, os melhores colocados ou vencedores no primeiro turno tiveram pouco menos ou pouco mais de 50% dos votos válidos.
O resultado das urnas também seguiu e reforçou a tendência captada pelas últimas pesquisas eleitorais realizadas pelo Datafolha.
A convocação para a reunião foi definida em reunião na noite de ontem, no Palácio
Otimista ao chegar a Brasília à tarde mas, no início da noite, já discutia com Lula a estratégia de segundo turno.
A candidata chegou a acreditar numa vitória no primeiro turno a partir de informações passadas a ela, durante a reunião com Lula, por sua equipe. Depois, com a evolução da apuração indicando que se mantinha na casa dos 45% dos votos, deu como certo o segundo turno.
“Porque essa desigualdade é a base, inclusive, da corrupção, da violência, de tudo o que perturba a gente. A mensagem foi essa: “Vamos fazer esse país mais igual”.”
O socialista declarou também que sua candidatura serviu para mostrar “que há gente no Brasil interessada em ouvir a verdade”.
Sobre os risos que provocou durante a campanha, Plínio disse que não foram motivados apenas por ele, mas pelo contraste entre a realidade e o que ele dizia.
As vitórias obtidas nessa faixa do eleitorado servirão como contrapeso à força da ampla aliança de partidos governistas e à derrota de lideranças históricas de PSDB e DEM no Congresso.
É na musculatura desses Estados, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que José Serra (PSDB) concentrará esforços para tentar virar a eleição presidencial no segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Os números foram apresentados após o início da apuração -o resultado foi divulgado às 18h44.
Quando a pesquisa foi ao ar pela TV Globo, 40,85% das urnas já haviam sido apuradas. Tradicionalmente, os dados são divulga- dos logo após o fecha- mento das urnas.
Segundo o Ibope, a pesquisa não apresentou problema e foi encaminhada para a TV Globo às 17h57.
Após ultrapassar os 19 milhões de votos, com quase 20% dos válidos, ela sai fortalecida como alternativa à polarização entre PT e PSDB e já começa a pensar numa nova candidatura com mais chances no próximo pleito à Presidência, em 2014.
Marina venceu com 41,96% dos votos válidos. Dilma, segunda colocada, obteve 31,74%. José Serra ficou em terceiro, com 24,30%.
Marina também venceu em Belo Horizonte, onde até o fim da noite tinha cerca de 560 mil votos. E em municípios de médio porte, como Niterói (RJ) e Vila Velha (ES).
Na última disputa presidencial, apenas Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apareciam em primeiro ou segundo lugar nas 27 unidades da Federação. Heloísa Helena (PSOL), terceira colocada em 2006, não teve particição expressiva.
Neste ano, porém, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) deram espaço à candidata do PV, que se consolidou como terceira força nacional de peso -algo que Heloísa Helena e Cristovam Buarque (PDT) não haviam conseguido em 2006.
Marina roubou espaço significativo do PT e do PSDB em vários Estados e no Distrito Federal. Neste, por exemplo, ficou em primeiro lugar, com 42%, batendo Dilma por dez pontos percentuais.
Entre os detidos está o candidato a deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, por suposta prática de boca de urna.
De acordo com o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, as demais prisões foram por transporte ilegal de eleitores, propaganda irregular, compra de votos e, principalmente, boca de urna.
A petista Dilma Rousseff ficou em segundo, com 36,82%, enquanto Marina Silva, do PV, levou 20,42%.
Até o fechamento desta edição, 99,83% dos votos no exterior já haviam sido apurados -restando apenas uma urna para a conclusão.
A Justiça Eleitoral registrou 200.392 eleitores aptos a votar fora do país, mas apenas 88.807 compareceram às urnas: uma taxa de abstenção de 55,52%.
A programação especial complementou a extensiva cobertura realizada pela Folha.com e que registrou ao menos 11 milhões de páginas vistas, recorde histórico do site. No pico, os acessos atingiram 1 milhão por hora.
Profissionais em 26 Estados e no Distrito Federal, além de correspondentes no exterior, participaram da cobertura, comandada pelo jornalista Fernando Rodrigues.
Entradas ao vivo de repórteres em Brasília, Porto Alegre e São Paulo começaram a partir das 7h, pouco antes do início da votação no país.
Dos 54 senadores eleitos ontem, 43 são de partidos que integram a atual base governista, dez de oposição e um de sigla independente.
Outros 27 têm mais quatro anos de mandato.
Nos últimos anos, a oposição se amparava na bancada do Senado para tentar contrabalancear o peso da base “lulista” na Câmara.
Netinho (PC do B), em terceiro lugar, não se elegeu. À 0h10, com 99,94% das urnas apuradas, o tucano tinha 11.183.601 votos -30,43% dos votos válidos.
Ela ficou atrás de Renan Calheiros (PMDB) e de Benedito de Lira (PP).
Ontem, a alagoana, que foi senadora de 1999 a 2007, não quis declarar seu voto para presidente da República, mas disse ter “esperança” na vitória da candidata do Partido Verde, Marina Silva.
Mesmo antes da totalização dos votos, já estava muito atrás dos eleitos, o ex-ministro Humberto Costa (PT) e o atual deputado federal Armando Monteiro (PTB).
Vice-presidente de 95 a 02, Maciel foi um dos articuladores da aliança que elegeu Tancredo Neves presidente, em 85, e que resultou na criação do PFL (atual DEM).
Com 99,9% das urnas de São Paulo apuradas, ele tinha 1,353 milhão de votos, número próximo ao recorde nacional, que é de Enéas Carneiro (Prona-SP) -1,57 milhão de votos em 2002.
Logo atrás vinham o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ), com 694 mil votos (99,8% das urnas apuradas), e Gabriel Chalita (PSB-SP), com 559 mil.
Proporcionalmente ao número de votos válidos, o “campeão” no país foi José Antonio Reguffe (PDT) -19% dos votos válidos do DF.
Entre os considerados “ficha-suja” pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo o mais votado foi o deputado federal Paulo Maluf (PP) que foi escolhido por mais de 495 mil eleitores.
A vitória o torna novamente um dos principais líderes do maior partido de oposição a Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele perdeu no segundo turno para Lula a eleição para presidente em 2006 e, em 2008, foi derrotado no primeiro turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Para viabilizar sua candidatura, Alckmin teve de disputar internamente com Aloysio Nunes, eleito ontem senador por São Paulo.
Pavimentar esse caminho, porém, depende ainda do resultado dos próximos quatro anos de sua administração no Estado mais rico do país.
O petista superou as expectativas traçadas por pesquisas eleitorais e chegou a 35,2% dos votos válidos, contra 50,6% do vencedor Geraldo Alckmin (PSDB).
“Metade do Estado escolheu a mudança, a outra a continuidade do governo que aí está há 16 anos. Eu considero os votos tivemos uma grande vitória política”, afirmou Mercadante, após reconhecer a derrota, em coletiva de imprensa.
Com 99,9% dos votos apurados até 0h, Anastasia batia o rival Hélio Costa (PMDB, aliado ao PT) por 62,72% a 34,17%. Padrinho político de Anastasia, Aécio se desdobrou para reelegê-lo.
Em terceiro ficou a senadora Ideli Salvatti (PT), 58, com 21,90% dos votos.
Um dos responsáveis pelo bom desempenho nas urnas foi o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora -ocupação permanente da PM em 11 comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas.
No total, mais de 2 mil presos provisórios (aqueles que ainda têm direito a recursos ou cumprem ordens de prisão temporárias) e menores em medidas socioeducativas acessaram as urnas ontem.
Com 99,85% das urnas apuradas, Campos havia conquistado 82,83% dos votos válidos, contra 14,06% do seu principal adversário, Jarbas Vasconcelos (PMDB).
A reeleição de Campos, com 2,8 milhões de votos a mais que Jarbas, também representa uma vitória pessoal para o governador, que foi apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Vilela Filho teve 39,58% dos votos válidos. Lessa teve 29,18% e Collor, 28,8%.
Com 99,23% das urnas apuradas, o petista tinha 63,8% dos votos válidos. Os rivais Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) tinham 16% e 15,55%.
Além da reeleição, Wagner conseguiu eleger dois aliados para o Senado -Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT)- e deve aumentar a base aliada de deputados federais e estaduais.
“Acredito numa nova hegemonia que não é só minha, eu não sou uma estrela solitária. Trabalho com uma constelação que agrega cada vez mais [aliados]. Então, é a hegemonia de um pensamento político”, afirmou.
A diferença entre os dois candidatos foi mínima. Jatene, cotado pelas pesquisas para vencer ainda no primeiro turno por uma margem também pequena, obteve 48,9% dos votos válidos, contra 36% de Ana Júlia.
Queiroz teve 48,4% dos votos válidos e disputará o posto com Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz que assumiu a campanha há dez dias e teve 31%.
O resultado deve-se menos à campanha de Weslian e mais aos votos de Toninho do PSOL, com 14%, e Eduardo Brandão (PV), com 5%.
O resultado torna importante no segundo turno o apoio de Vanderlan Cardoso (PR), o terceiro colocado, que totalizou 16,62%.
Puccinelli teve 56% dos votos válidos, contabilizando mais de 704 mil.
O ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, teve 535 mil votos (42,5%). Em terceiro lugar, o candidato Nei Braga (PSOL) ficou com 1,5%.
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