Perguntas embaraçosas fazem parte do cardápio do debate do CEFET – Candidatos saem pela tangente – Alunos preocupados com aposentadoria

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Quanto a pergunta feita sobre a política salarial, já citada em outra matéria. A bola foi para o candidato certo, Beto do PT, “matou no peito” e detonou o governo estadual do ex-governador Aécio Neves e o atual Antônio Anastasia.

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Mandaram uma bola totalmente quadrada, foi cair no colo do candidato Francisco Martins (PDT). Perguntaram se o cargo de deputado não fosse remunerado se ele se candidataria. Chiquinho, que não é nada bobo, afirmou que se sim, seria deputado sem ganhar nada, sua candidatura é por vocação, acrescentou que o parlamentar tem que ter um salário digno direto e pronto, sem ajuda disto, ajuda daquilo outro.

Já Roberto Bento (PT do B), a pergunta para ele foi sobre a falta de interesses dos alunos gerando evasão escolar. O candidato, bem que tentou dominar bola, mas como não conseguiu. Mandou esta: “A maior riqueza são os nossos jovens. Vimos bandidos sendo transportados de jatinho para lá e para cá. A educação precisa de mais incentivos políticos, está faltando recursos e incentivos”, finalizou. Então, ta muito bom! Foi respondida.

Aristides Salgado, “rebolou” para tentar responder, qual era sua visão sobre a homossexualidade, se ele considerava uma doença? A saída mais fácil, foi a tangente: “Tem que ter muito cuidado…Ela não é uma doença….Na história… – O amor de uma pessoa para a outra, independe de sexo – Entendo como uma situação de amor ao próximo”, finalizou.

Para o Beto do PT, candidato com deficiência visual, foi-lhe perguntado sobre o crescimento dos crimes na internet, o que poderia ser feito. Beto, com quase toda certeza, até pela ausência de tecnologia especifica que limitam que ele seja um usuário, saiu-se até bem, com uma resposta simples. “É atualmente o meio mais rápido de comunicação, e que os pais precisam orientar e que os jovens usem as coisas boas da internet”

Roberto Bento, respondendo qual é a sua opinião sobre a candidatura de figuras “folclóricas”, como tiririca, mulher pêra, mulher maçã, entre outros personagens. Respondeu que, é preciso colocar pessoas que tenham compromissos com a política, não as que querem se arrumar na vida. Orientou os eleitores a pesquisarem os políticos na hora de votar.

Rinaldo Valério, também falou da candidatura de Tiririca, quando pergunta sobre a falta de confiança dos eleitores nos políticos. “Tiririca se estivesse em outro país, com um determinado nível de educação, não teria nem voto. Para termos políticos sérios é preciso investir em educação e o nosso trabalho tem que ser pautado pela ética…”

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Marcos Vinicius, foi inquirido sobre sua opinião sobre os problemas de transito de Divinópolis. Como característica dos discursos políticos que fala, fala e fala, e não dizem nada, afirmou que o problema do transito acontece em várias cidades, grandes e médias, do porte de Divinópolis. Elogiou as ações de Aristides Salgado, da época que ele foi prefeito, se não fosse ele, o transito da cidade poderia estar pior.

Outra pergunta complexa e profunda foi respondida por Fabiano Tolentino de forma simples e resumida. A embaraçosa pergunta era a homossexualidade x direito civil x religioso. Entre outras colocações, o candidato disse: “Cada um tem o direito de ser o que quiser, mas perpassa pelos dois lados. – Algumas religiões tem visões diferentes, mas temos que trabalhar a nossa visão. As pessoas tem o livre arbítrio e liberdade de expressão. Existem os dois lados, mas é bem mais complexa a resposta.

O tema aposentadoria foi citado pelos alunos mais que a questão da sexualidade. Não que eles queiram se aposentar, antes de começar a trabalhar, mas como uma geração preocupada com o futuro como um todo, inclusive com a velhice, e com certeza, já ouviram e talvez até vivenciem problemas de aposentadoria de seus avós e possivelmente de alguns pais.

Rodrigo Resende foi o escolhido para falar sobre o tema. O candidato disse que se eleito, todas às vezes votará favoravelmente a aumento das aposentadorias do funcionalismo publico estadual, isto porque a aposentaria dos trabalhadores brasileiro de um modo gral, quem tem poder para aumentar é o executivo federal.

Aristides Salgado, respondendo outro tema bastante polemico, que é a saúde, disse que quando foi prefeito, criou o primeiro pronto-socorro da cidade, no Hospital São João de Deus, mas que já tinha a idéia de criar o atual pronto-socorro no lugar da antiga rodoviária. Finalizou afirmando que o pronto-socorro só funcionará melhor quando for oficialmente regionalizado

Sobre o mesmo tema, Anderson Saleme disse que a saúde tem que ser prioridade “a verdade é que o pronto-socorro não é hospital, mas acaba funcionando como se o fosse. Isto porque as prefeituras compram ambulâncias e mandam diariamente seus doentes para a cidade”, concluiu Saleme

Também falando sobre o assunto, já abordado em outra matéria, Rodrigo Resende, disse que os recursos da construção do novo hospital regional, deveria ter sido colocados no Hospital São João de Deus, e que este hospital que ainda vai ser construído está fadado ao fracasso. Acusou o ex-governado Aécio Neves de comprar várias ambulâncias para fazer propaganda do seu governo.

Rinaldo Valério, em resposta sobre ao que vai fazer sobre o aumento dos índices de violência na cidade, disse: “Como deputado estadual, isto já estou fazendo, e citou várias verbas liberadas por ela para a segurança, entre as quais as unidades móveis da policia militar – Criticou ainda a administração municipal, dizendo que se o tivessem ouvido há dois anos, já teria sido implantado o projeto olho vivo”

Uma das perguntas foi sobre o direito universal do homem nas penitenciárias. O que o candidato Fabiano Tolentino pensava a respeito. O candidato focou sua resposta, no trabalho social preventivo, para que o homem não chegue a cair em uma penitenciaria.

Beto do PT, em uma afirmação de certa forma até engraçada, porque estava rodeado de políticos, disse que “os políticos não estão muito preocupado com segurança não”. No que foi respondido, por Rinaldo Valério, “eu estou sim”, E todos os demais candidatos, acharam engraçado, tanto a colocação de Beto, quanto a reação de Rinaldo.

Mais uma vez, Rodrigo Resende foi contemplado com outra pergunta sobre aposentadoria. A pergunta envolvia se os candidatos pretendiam criar medida para que as pessoas se aposentem mais cedo. O candidato, falou reforçou que isto é uma atribuição federal, mas que a bancada mineira no Congresso poderia influenciar, o problema que além de ser uma bancada pequena ainda é desunida.

Parecendo que os alunos já querem se aposentar, mas não é bem isto. Marcos Vinicius respondeu mais uma pergunta a respeito. Desta vez, levando em consideração o aumento da expectativa de vida do povo brasileiro, se o candidato eleito faria uma Lei para aumentar o tempo de uma pessoa se aposentar. Em uma parte da sua fala, Marcos, disse da recente discussão do fator previdenciário e que o governo precisa priorizar investimentos na direção do idoso e voltar a colocar na mesa de discussão o fato previdenciário.

Finalizando a matéria, o candidato Anderson Saleme, respondeu uma pergunta sobre o pedágio. Se ele defende a privatização das rodovias como melhor forma de mantê-la em bom estado? O candidato respondeu que sim, mas não com o preço que é praticado na MG-050 e que todas as cidades em um raio de 50 quilômetros sejam isentas de pagar, isto porque a economia de tais cidades sofrem muito, e deu como exemplo São Sebastião do Oeste.

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