A acusação do secretário ocorreu no momentos que o secretário fazia sua explanação para os funcionários da saúde, presentes em um plenário lotado.
Faraco disse entre outras defesas do governo Vladimir, que “enfrentamos questões de difíceis soluções – Sabemos que o ideal é difícil de atingir em curto prazo, mas não temo nos furtado a discutir com quem nos procura”.
Continuou, “…quanto ao desmembramento dos cargos, nós temos claro que em termo de gestão, foi um avanço”
A provocação indireta do secretário teve inicio quando disse a frase: “É muito fácil fazer o discurso do aplauso, mas quem sentar lá na cadeira…”
Após algum tempo da explanação do secretário, quando o vereador fez mais um aparte, Faraco falou: “Eu só posso crer que o senhor veio aqui para tumultuar”
Edson ameaçou se retirar do plenário, em protesto à fala do secretário. Foi contido pelo presidente da Comissão, Geraldinho da Saúde e pelos apelos dos funcionários que estavam no plenário.
A reunião
O objetivo da reunião especial, presidida pelo vereador Geraldinho da Saúde, era a discussão dos vários itens do PCCS da saúde. Com a presença dos funcionários, secretário adjunto da pasta, Gilmar Santos, em substituição a secretária que está em férias e o secretário de planejamento e gestão, Antônio Faraco.
Estavam no plenário além do presidente da Comissão de Saúde, o vereador Edson Sousa (PDT), Anderson Saleme (PR), Paulo César (PSB), Edmar Rodrigues (PRTB), esteve rapidamente, mas logo saiu. Representando o SINTRAM, Frederico, e Ronaldo, presidente do Conselho da Saúde.
O clima foi esquentando gradativamente, logo de inicio Edson Sousa, em suas costumeiras tiradas metafóricas, afirmou que nunca se mentiu tanto, antes de uma eleição, durante uma guerra e depois de uma pescaria. A seguir, emendou, “o que o SINTRAM e os funcionários querem, é que o projeto seja enviado para Câmara para ser votado, é só isto”
O vereador pastor Paulo César, citando um versículo bíblico, “digno é o obreiro do seu salário”, se colocou a total disposição, finalizando, também deu sua espetada, “quando não se quer resolver faz-se reunião e sobre este assunto, já foram realizadas sete”
Ao ser aberta a palavra para os funcionários, a declaração mais sensata veio de Ivonete Ferreira, dentista do PSF Primavera. Ela disse que o exercício da democracia é difícil porque as pessoas não estão preparadas para usa-la e que é preciso ter muito cuidado para não se deixar manipular.
Discordando da fala do secretário Faraco, afirmou que a administração passada pagou sim, os salários em dia e que também discutiu sobre o PCCS.
Questionou a necessidades das muitas contratações na saúde e os parentescos indiretos. Propôs que a agenda de discussão seja respeitada, que as reuniões agendadas aconteçam na hora para não atrapalhar o trabalho das pessoas que participam de tais reuniões.
O secretário adjunto de saúde, Gilmar Santos (PC do B), bem parecido com Edson em citações de filósofos e pensadores, disse que “existe a mentira deslavada, a meia verdade e a estatística”, afirmando ser a frase de um pensador. Continuou afirmando que pelo menos esse governo teve a coragem de abrir a discussão, fato este que não ocorreu em governos anteriores e que é difícil, pois existem quatorze categorias de profissionais inseridos no PCCS.
Enfim, houve discussões, ânimos acirrados, mas nenhuma conclusão prática, a não ser uma proposta de Edson Sousa para que se resolva até 30 de setembro, antes das eleições. E, os diversos aplausos que o vereador conseguiu capitalizar dos trabalhadores, no plenário.






