No Brasil, é comum que as Organizações Sociais (OS) criem grandes problemas para as administrações municipais, especialmente na área da saúde. Esse cenário é uma realidade preocupante. Recentemente, foi divulgado que o IBRAPP, também uma OS, que administrou a UPA Padre Roberto, em Divinópolis, encerrou seu contrato com a Prefeitura deixando muitos funcionários sem receber seus salários.
Situação semelhante ocorre com outra OS, a AVANTE, que administrava a UPA Tiago Cardoso Santos, no município de Mateus Leme. Funcionários dessa unidade relataram ao Divinews que estão com seus pagamentos atrasados desde outubro, mesmo após a AVANTE ter abandonado o contrato e uma nova empresa, a LIVEMED, ter assumido a gestão.
Nesse verdadeiro jogo de empurra, o prefeito reeleito, Dr. Renilton, que conquistou 83,56% dos votos válidos nas eleições de novembro, afirma que a responsabilidade não é dele, mas da empresa. Por sua vez, a empresa alega que não recebeu os repasses da Prefeitura. Enquanto isso, dezenas de funcionários da unidade hospitalar enfrentam o risco de passar o Natal e o Ano Novo sem dinheiro.
O mais surreal dessa situação é que o prefeito, além de gestor público, é médico e já trabalhou na própria UPA, conhecendo de perto a realidade enfrentada pelos profissionais da saúde.
Esse mesmo prefeito, quando eleito em 2020 para o seu primeiro mandato teve problema com a Justiça Eleitoral, que em agosto de 2023, já em segunda instância, no TRE-MG, teve a confirmação da cassação do seu mandato por abuso de poder econômico. Na ação que pediu a impugnação do seu mandato eleitvo, a alegação é que houve arrecadação irregular de valores por terceiros e gastos não declarado em sua campanha, além de compra de votos por meio de doações de cervejas, churrascos entre outras vantagens para os prospects eleitores.
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