Jeniffer Damarys, de 36 anos, viveu a paixão pelo automobilismo desde muito cedo. Hoje, ao caminhar pelo Autódromo de Interlagos, ela carrega no peito uma admiração antiga por Ayrton Senna, o ídolo brasileiro que conquistou seu coração quando ainda era criança. Essa é a segunda vez que ela participa do Grande Prêmio do Brasil, e a emoção é como se fosse a primeira.
Natural de Divinópolis, cidade no interior de Minas Gerais, Jeniffer está em São Paulo há 12 anos, mas o laço com o passado e com a memória do piloto segue intacto. “Cresci vendo o Senna correr. Aos domingos, a gente parava tudo para assistir à corrida juntos, era um ritual de família. Naquele fatídico 1º de maio de 1994, estávamos todos na sala, almoçando e torcendo como sempre. Quando veio a notícia do acidente, foi um choque imenso. Eu era pequena, mas lembro da tristeza, da sala em silêncio, das lágrimas dos meus pais. Foi um dia que marcou a todos nós”, relembra.
Jeniffer faz parte de uma geração que cresceu com Senna e encontrou em Hamilton uma forma de manter essa chama acesa. E, enquanto o ronco dos motores embala Interlagos, ela sente que o automobilismo ainda tem o poder de reunir pessoas, reviver memórias e despertar paixões que atravessam décadas. Para ela, torcer por Hamilton é como reviver a alegria de torcer por Senna: um sentimento que, de certa forma, une o passado ao presente e mantém viva a chama do automobilismo.






