O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), optou por não participar do encontro com o presidente Lula e outros governadores em Brasília, voltado a discutir a segurança pública no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (2), Zema criticou a falta de ação do governo federal e afirmou que “guerra se vence com ação, não com debate”. Segundo ele, o Brasil enfrenta uma crise na área de segurança, com altos índices de criminalidade que, para ele, ultrapassam até números de guerras civis.
O governador afirmou que essa ausência se deu por considerar a reunião insuficiente para resolver os problemas de criminalidade no país. Ele relatou que, em março, já havia levado propostas concretas de combate ao crime ao governo federal em um encontro anterior, junto a governadores das regiões Sul e Sudeste. Passados sete meses, segundo Zema, essas propostas ainda não receberam qualquer resposta.
Zema ressaltou que é preciso “começar pelo básico” e defendeu que o sistema judicial mantenha criminosos reincidentes atrás das grades. Ele mencionou que a recorrente soltura de criminosos, muitas vezes detidos diversas vezes pelos mesmos crimes, acaba desmotivando o trabalho policial. Para o governador, o excesso de debates sobre o tema não soluciona o problema, enquanto leis frouxas favorecem que criminosos permaneçam soltos.
O chefe do Executivo mineiro também criticou o sistema judiciário, acusando-o de “descondenar” criminosos com base em interesses políticos. Ele fez uma referência direta à recente anulação da condenação de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, afirmando que tais decisões afetam a credibilidade do Judiciário e impactam a sensação de justiça no país. Para ele, o fato de políticos influentes terem suas condenações anuladas dependendo do cenário político é um “absurdo” e “uma afronta” à sociedade.
Entre as demandas mencionadas, Zema defende mais investimentos federais na segurança das fronteiras brasileiras, apontadas como uma das principais rotas de entrada para armas e drogas no país. Ele cobrou que o governo federal organize suas ações internas para combater o tráfico e apoie os policiais que enfrentam dificuldades por conta de regras restritivas na abordagem de criminosos.
Zema encerrou seu discurso pedindo “segurança jurídica” para as ações policiais, apontando que, atualmente, muitos profissionais da área de segurança são limitados pelas leis, que em alguns casos classificam abordagens como ilegais. “Parece mentira, mas é dessa forma que o Brasil tem funcionado”, finalizou o governador.






