Imprensa gosta de furo e exclusividade – Fatos corriqueiros todos têm – “FALA GALVÃO” – “CORRE ATRÁS FÁTIMA BERNARDES”

Publicado por: suporte


A proximidade, convivência e até a conivência da imprensa com o poder, seja público ou privado, é de fundamental importância para se conseguir o furo da informação privilegiada, travestida de matéria exclusiva.

Se esta “guerra” acontece em Divinópolis, em empresas de menor expressividade que não movimentam quase nada de verbas publicitárias, imaginem o duelo da Globo com a Record em busca de 1% de audiência. É salve-se quem puder.

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O poder de influencia acontece em todos os níveis. No âmbito nacional, gostem ou não, o domínio é da toda poderosa TV Globo. No estado de Minas, não sobrepondo a Globo, está o grupo Diários Associados, com o Jornal Estado de Minas e no plano municipal, atravessando um momento de realinhamento de posições, está o Jornal Agora, mais por sua tradição de 39 anos de existência que por sua tiragem e circulação, pois neste quesito está o Jornal Gazeta do Oeste, que cresce a cada mês e no próximo ano será diário..

Fátima Bernardes, assim como a TV Globo fizeram seus papeis jornalístico-empresariais, tentaram usar influencias para conseguir a entrevista exclusiva com o técnico Dunga, mesmo sendo duas da madrugada, (horário local da África do Sul) para entrar ao vivo no Jornal Nacional (horário Brasil 8:30), Ele, por sua vez, cumprindo seu papel e prerrogativa de técnico, seguindo sua estratégia para conquista a Copa do Mundo, se vai conseguir ou não é outra história, negou a entrevista exclusiva, mesmo com ordem do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Dois pontos precisam ser destacados para análise correto dos fatos. Como Fátima Bernardes abordou o técnico Dunga? educadamente, ou estava atacada da síndrome de bozó? Própria de alguns profissionais mal educados, que nem trabalham na TV Globo e sim nas afiliadas, mas acham que podem. Se pudessem, não estariam em afiliadas no interior do país e sim na Venus Platinada, na sede da empresa, no Rio de Janeiro, em São Paulo, ou qualquer outra capital do país.

Voltemos ao tema central, deixando de lado os Bozós. Mesmo que Fátima Bernardes não tenha agido de forma profissional, sendo arrogante. Dunga tem o poder de negar, mas não tinha o direito de respondê-la da forma que respondeu, afinal, a jornalista estava fazendo o seu trabalho, sob a ordem de alguém, buscando o furo de reportagem que todo jornalista/repórter busca, usando as “armas” que tem, a influência. As concorrentes fariam o mesmo. Os problemas dos ruídos de comunicação não está no conteúdo e sim na forma.

A Globo, exercendo o seu poder e perspicácia, por não dizer maldade, jornalística, esperou o técnico cometer uma pequena derrapada, que teria passado despercebida, não fosse a rusga anterior.

Como resultado da antipatia Global pela recusa da exclusividade, o comentarista Alex Escobar, durante a entrevista coletiva, fez um muxoxo facial de desaprovação do que Dunga falava, e este se irou e grosseiramente interpelou Alex, que inamistosamente retrucou dizendo que não estava falando com ele (Dunga)

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Tudo que a Globo queria, veio, Dunga amadoristicamente, resmungou perto do microfone aberto. Foi simples, ela amplificou o áudio e fez a moderna leitura labial.e o pegou em flagrante delito proferindo uns palavrões contra Alex e de quebra a Globo

Isto demonstra o que ocorre com a imprensa, confirmando o que todos sabem, existem formas e formas para divulgar um fato. Pode até ser ignorado, amenizado ou potencializado. Se a Globo que é a Globo, usa tal método, de um mundo quase que totalmente capitalista movido por interesses econômicos, o que dizer então de veículos de comunicação de menor porte, do interior do país.

O episódio serve para desmistificar para alguns estudantes de jornalismo e recém formados, a existência do lirismo e poético pensamento da isenção das informações dos grandes veículos de comunicação, da inexistência de interesses nas linhas editoriais da grande mídia nacional. Todos tem seus interesses, do Jornal Folha de São Paulo à Revista Piauí, passando por Veja, Isto È, Época, TV Globo, TV Record, etc…

Democracia se faz assim. Uns neutros, poucos é verdade. Outros a favor e outros contra. Podendo, por liberdade de expressão, a qualquer momento reverem suas posições..

Então, é bom que Dunga volte para o Brasil com o caneco embaixo do braço e Fátima Bernardes como musa da seleção.

Link para conhecer como era a atuação de Bozó – Origem da sindrome


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