Na ocasião da publicação, agora, já removida, o então Delegado da Policia Civil de São Paulo, Bruno Marcello de Oliveira Lima, posteriormente eleito deputado federal em 2022, em sua rede social no Instagram se manifestou sobre o crime em Divinópolis. Contudo, ficou apenas na indignação da fala de Ronemar Soares. Muito embora delegado tivesse dito que iria representar criminalmente contra o agora candidato a vereador polo AGIR.
O ex-Delegado, agora deputado federal, se elegeu inicialmente como deputado estadual/SP, em 2018, ao se destacar no combate aos maus tratos de animais. Ele é um dos signatários da proposta do Senado que altera a Lei de Crimes Ambientais (LCA – Lei 9.605, de 1998) para tipificar o crime de zoofilia, caracterizado pela conduta de praticar ato libidinoso ou ter relação sexual com “animal de qualquer espécie não humana”, com previsão de pena de reclusão de dois a seis anos, multa e proibição da guarda do animal. O texto também prevê o aumento da pena até o dobro quando da prática delituosa resultar na morte do animal.
A proposição também altera a lei que dispõe sobre prisão temporária (Lei 7.960, de 1989) para prever que quando houver autoria ou participação do indiciado no crime de zoofilia caberá a aplicação desse tipo de prisão.
Veja texto publicado no Instagram @del.brunolima
Durante uma entrevista ao @gatilhopodcast, o convidado Ronemar Soares revela com a maior naturalidade práticas rep*gnantes realizadas com um animal, além de defecar pela boca outros comentários rep*lsivos. 😤
ISSO NÃO É PIADA! 🤬 Iremos representar criminalmente esse sujeito. VAMOS PRA CIMA! 👊🏼
Em outra matéria publicada pelo Divinews, Ronemar, tentou justificar sua grave fala, de um áudio que circulou amplamente nas redes sociais, o candidato ameaçava uma pessoa, dizendo que a mataria caso não votasse nele. O conteúdo da gravação chocou os eleitores e gerou reações diversas na cidade. Posteriormente, o candidato veio a público afirmar que tudo não passava de uma “brincadeira” feita com um amigo.
Apesar da justificativa, o episódio levantou preocupações sobre a influência negativa que o candidato pode estar exercendo, especialmente entre os mais jovens. Com mais de 70 mil seguidores nas redes sociais, suas ações e palavras têm um alcance significativo. Esse episódio acende um alerta sobre o péssimo exemplo que pode estar sendo dado para adolescentes e até mesmo crianças, que, nos dias de hoje, têm acesso quase irrestrito à internet.
Novamente neste episódio de zoofilia, Ronemar, assim como já o fez, poderá alegar que, sua fala na entrevista foi de igual modo também uma pilhéria. No entanto, para muitos, a questão não se limita à intenção por trás das palavras, mas sim ao impacto que elas têm sobre o público que o acompanha. Em tempos de redes sociais, a responsabilidade de quem tem voz ativa e influência é maior do que nunca. As palavras e atitudes de figuras públicas podem reforçar comportamentos inapropriados e, nesse caso, desconsiderar o impacto dessas ações pode ser especialmente perigoso.
As consequências de tais atitudes e declarações, mesmo que “brincadeiras”, precisam ser seriamente consideradas. Em um ambiente digital onde informações e comportamentos são amplamente compartilhados e reproduzidos, o exemplo dado por influenciadores e figuras públicas pode reverberar de maneiras inesperadas e danosas. Portanto, é crucial que aqueles que buscam ocupar cargos públicos reflitam sobre a responsabilidade que têm não apenas com suas palavras, mas com as lições que estão transmitindo para a sociedade.






