Os assuntos vieram à tona, com as perguntas da jornalista Andreza Machado, da Rádio Minas, durante a entrevista coletiva de sexta-feira (27/05)
O prefeito, respondeu que vive a realidade do Rio porque é ribeirinho, assim como 23% da população, o rio corta a cidade 18 km na área urbana. O Rio é um dos grandes desafios de sua administração. E, que talvez não tenha capacidade humana, orçamentária e até a capacidade temporal de resolver passivos centenários em apenas quatro anos.
O rio é uma das prioridades de seu governo e vai deixar um caminho consolidado para o Itapecerica, em dois viés, a revitalização da calha e a despoluição. Já existem estudos feitos por uma empresa contratada no inicio de 2009 que está dando a direção para sua administração achar um caminho e solucionar o problema. .
“Como já disse em outras vezes, estimei prazo que não foram viáveis e possíveis de serem cumpridos. Mas vou pactuar com vocês jornalistas aqui presentes: ainda neste ano de 2010 daremos o caminho de recuperação do rio, entendendo que não cabe mais adiarmos, chegaremos no centenário, que é um marco, um divisor de águas, com este problema já em andamento/solução”, pactuou o prefeito com a imprensa
Vladimir, continuando sua explicação à pergunta da jornalista, afirmando que o rio não é despoluído do dia para a noite, mas já de posse do cronograma físico-financeiro de obras, será mais fácil entender de como será a gestão deste problema. E, que existem fatores complicadores..
Disse que esteve com Marcio Galvão, diretor de água e esgoto do Ministério da Cidade, para ver se ele conhecia algum sistema de gestão que funcione desassociado a água do esgoto. Seguiu, dizendo ser uma situação totalmente anômala.
Neste momento, o vice, Francisco Martins, aparta e diz que a legislação mudou, porque antes poderia cobrar separado, agora não pode mais. O prefeito continuou: “antes você poderia usar um para cobrar o outro, hoje não pode. E entendemos que temos que achar uma saída.”.
O chefe do executivo, afirmou que em 2002 quando ele e o Francisco eram vereadores, o contrato da água do município com a Copasa foi prorrogado, num ato realizado na “calada da noite”. Francisco Martins reforça a fala e diz “escondido”. Os vereadores ficaram sabendo da assinatura deste contrato através da imprensa.
O prefeito, indaga: “temos que cruzar isto, vai cassar a concessão? Há como fazer um trabalho desassociado, água e esgoto? Ou tem que se fazer um discussão séria com o estado e com a Copasa? É isto que estamos acabando de equacionar, entendendo que todas as três hipóteses estão na pauta de discussão, de igual para igual, sem nenhuma apologia ou rejeição de rótulos. O idealismo não entra, temos é que solucionar o problema do rio com a realidade e a conjuntura que temos para resolver.
A jornalista, complementando a pergunta, fala da preocupação da população em ter o esgoto nas mãos da Copasa e ter que pagar taxas altas por isso
Vladimir, explica que a salvação do rio em qualquer dos caminhos escolhidos, será à quatros mãos, do poder público e da sociedade, dividindo o ônus, porque o rio é patrimônio de todos. Continuou “Existem um investimento para despoluir e um custeio que é de todos nós. Em todo lugar do Brasil e do mundo é assim, as tarifas são compartilhadas entre o poder publico e a sociedade. Tem que ficar claro que em nenhum lugar do mundo o poder público faz tudo sozinho” finalizou.
Entenda
Em 2002, quando era o prefeito de Divinópolis, Galileu Teixeira Machado, renovou o contrato de água com a Copasa, segundo os vereadores, eles não foram sequer consultados, quando se perceberam a “Inês é morta”
No governo Demetrius, ele tentou de todas as formas aprovar um projeto que passava para a Copasa a concessão do esgoto de Divinópolis. Não conseguiu aprovar. Na época um dos ferrenhos opositores à esta idéia, foi o atual prefeito, Vladimir Azevedo
Nota da redação: Não conseguimos decifrar o significado real das palavras “andamento/solução” dita pelo prefeito. Por isso as colocamos entre aspa.
| {youtube}e26jHji8n90{/youtube} |




