“Existe” uma empresa, a Máxima Comércio Ltda, localizada em uma garagem de um bairro residencial da cidade de Contagem-MG, que recebeu R$ 685,7 mil reais, entre julho do ano passado (2009) e janeiro deste ano para produzir boletins informativos de 13 deputados. Como ela não tem uma maquina sequer, o serviço foi terceirizado para uma outra gráfica ao preço de R$ 124 mil reais, ficando a Máxima com R$ 561,7 mil reais.
Dos 13 deputados que contrataram os serviços da referida empresa, além de Rinaldo Valério (PSL), constam os nomes de Adalclever Lopes (PMDB), Hely Tarquínio (PV), Chico Uejo (PSB), Antônio Julio (PMDB) José Henrique (PMDB), Delvito Alves (PTB), Juninho Araujo (PTB), Mauri Torres (PSDB), Eros Biodini (PTB) e Fabio Avelar (PSC)
O Jornal Estado de Minas afirma que entre as 2,1 mil empresas que emitiram 11.099 notas para os deputados mineiros, nos sete meses analisados pelo jornal. Há fortes indícios de uso indevidos de recursos públicos, além de confissão explicita da fraude.
Veja o seguinte diálogo
“Ele (o deputado) vai querer fazer jornal ou vai querer só nota? Porque o jornal a gente podia fazer uns cinco mil jornalzinho e tirar nota de R$ 50 mil reais” disse Washington Marques de Almeida, ligado a duas firmas que receberam sozinhas R$ 167,4 mil de seis deputados: Célio Moreira (PSDB), Juarez Távola (PV), Carlos Gomes (PT), Dimas Fabiano (PP), Carlos Pimenta PDT.
Além de esdrúxulo e corrupto diálogo, narrado pelo Jornal Estado de Minas, Washington disse que tira notas frias para o deputado Alencar da Silveira Jr (PDT)
O que é verba indenizatória
Os deputados têm direito a uma verba mensal, destinada ao ressarcimento de despesas com aluguel, manutenção de escritórios, locomoção, entre outras diretamente relacionadas ao exercício do mandato parlamentar.
O Deputado pode utilizar a Verba Indenizatória, até o limite mensal estipulado. O saldo da verba não utilizado acumula-se para o mês seguinte, dentro de cada semestre.
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Farra noticiada em todo país




