O jogo
Mais objetivo e aproveitando os erros seguidos da defesa cruzeirense, o Grêmio criou na etapa inicial claras chances para abrir o marcador. O atacante Maxi López desperdiçou uma oportunidade incrível aos 21 minutos, após um erro na saída de jogo do Cruzeiro. Livre e de frente para o gol, o argentino chegou a tirar o goleiro Fábio do lance, mas tocou para fora. A bola ainda resvalou na trave.
Desarticulada em campo, a equipe mineira tinha dificuldades para chegar ao gol adversário e superar a marcação do tricolor gaúcho. A primeira oportunidade para o time da casa ocorreu apenas aos 29 minutos, quando após uma confusão na área do Grêmio, o lateral-direito Jonathan tocou por cima, obrigando o goleiro Marcelo Grohe a fazer grande defesa.
Embora pouco organizado em suas ações ofensivas, o time cruzeirense conseguiu inaugurar o marcador aos 37 minutos. O atacante Kléber cruzou da direita, Wellington Paulista se antecipou ao adversário e fez de cabeça: 1 a 0. O gol despertou a torcida no Mineirão e os jogadores do Cruzeiro, que adotou uma nova postura em campo.
E a vitória começou a ser consolidada logo na volta do intervalo. A um minuto do segundo tempo, o meia Wagner arriscou da intermediária, a bola desviou e foi parar no fundo das redes.
O Cruzeiro ainda ampliou aos 22. Marquinhos Paraná cruzou e o volante Fabinho, estreante na Libertadores, escorou de cabeça, no canto direito de Marcelo Grohe. O gol levou ao delírio os mais de 51 mil torcedores presentes no estádio.
Num lance inusitado, aos 29 minutos, a partida foi paralisada porque o árbitro chileno Henrique Osses sentiu uma lesão na panturrilha e precisou ser substituído pelo quarto árbitro, Jorge Osorio.
No recomeço do jogo, o novo árbitro marcou toque de Kléber na intermediária. O meia Souza cobrou colocado por cima da barreira, sem chances para o goleiro Fábio, que ficou estático: 3 a 1.
A partir daí só deu Grêmio, que passou a pressionar em busca do segundo gol, enquanto o time mineiro se defendia como podia. Acuado e com os atletas demonstrando cansaço, o Cruzeiro, porém, conseguiu segurar a pressão da equipe do técnico Paulo Autuori e garantir o importante triunfo.
HOMENAGEM – Antes da partida o técnico do Cruzeiro, Adilson Batista, e o meia Alex, ex-ídolo celeste e atualmente no Fenerbahçe, da Turquia, foram homenageados pela diretoria celeste e pelo governador de Minas Aécio Neves (PSDB), um declarado cruzeirense. O meia, que comandou o Cruzeiro na conquista da Tríplice Coroa – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro – em 2003, deu uma volta olímpico no estádio e foi ovacionado pela torcida presente no Mineirão.
Ficha Técnica: Cruzeiro 3 x 1 Grêmio
Cruzeiro – Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Elicarlos (Jancarlos); Fabinho, Henrique, Marquinhos Paraná e Wagner (Bernardo); Wellington Paulista e Kléber. Técnico: Adilson Batista.
Grêmio – Marcelo Grohe; Thiego, Léo, Réver e Fábio Santos; Adílson, Túlio, Tcheco e Souza; Alex Mineiro (Herrera) e Maxi López. Técnico: Paulo Autuori.
Gols – Wellington Paulista, aos 37 minutos do primeiro tempo; Wagner, a um, Fabinho, aos 22, e Souza, aos 33 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos – Elicarlos (Cruzeiro); Tcheco e Marcelo Grohe (Grêmio).
Árbitro – Henrique Osses (Chile) (substituído por Jorge Osório).
Renda – R$ 1.387.604.
Publico – 51.296 pagantes
Ao deixar o gramado do Mineirão, em Belo Horizonte, após a vitória sobre o Grêmio na primeira semifinal da Copa Libertadores, o lateral-direito Elicarlos, do Cruzeiro, acusou de racismo o gremista Máxi Lopez. “Ele me chamou de macaco após um lance e fui para cima dele. Vou tomar providências”, avisou.

Foto: Agência Estado
O fato aconteceu ainda no primeiro tempo da partida. Máxi Lopez fez falta em Wagner e os dois começaram a discutir asperamente. Elicarlos entrou no meio da confusão e teria sido, neste momento, xingado pelo jogador argentino. O cruzeirense prometeu ir à Justiça contra o gremista.
O atacante argentino negou o fato após o jogo, sem maiores explicações. “Tranquilo. Ele jogou pelo time dele e eu joguei pelo meu. Tudo se resolve nos 90 minutos em campo”, afirmou Máxi Lopez, caminhando sem parar até entrar na escada que dá acesso ao vestiário do Mineirão.
Confusão
Depois do jogo, Elicarlos prestou depoimento à polícia, o que impediu o ônibus do Grêmio de deixar o Mineirão logo após a partida. Após muita confusão, toda a delegação do time gaúcho decidiu descer do veículo e acompanhar o atacante na ida à delegacia do estádio.
Após o depoimento de Máxi Lopez, que voltou a negar a ofensa, o técnico do Grêmio, Paulo Autuori, falou rapidamente com a imprensa e revelou que chegou até a receber voz de prisão por parte de um policial. “Vai ver que é porque sou um bandido”, ironizou. “Temos que nos preocupar com coisas mais sérias no Brasil. O que aconteceu em campo não teve nada demais”, lamentou.
A polêmica acirrou a rivalidade entre os dois clubes. “Ele não disse absolutamente nada. Isto é uma acusação forjada pelos ‘Perrelas’ da vida, que mais uma vez estão prestando um desserviço ao futebol brasileiro”, acusou André Krieger, diretor de futebol do Grêmio, referindo-se à família que comanda o Cruzeiro. A polícia de Minas Gerais irá investigar o caso.
Próximo Jogo
Torcedores interessados em acompanhar o Cruzeiro no jogo de volta contra o Grêmio, pela semifinal da Copa Santander Libertadores, em 2 de julho, no Olímpico, poderão comprar seu ingressos já a partir de hoje, quinta-feira.
O local das vendas sera a partir das 10h, no ginásio do Barro Preto, Rua Ouro Preto, s/n, serão vendidos 2.300 ingressos para a torcida cruzeirense





