As instituições financeiras que atuam no Brasil revisaram para baixo, pela sexta semana consecutiva, sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2009. A nova projeção é de uma retração de 0,3%; se for concretizada, será o pior desempenho da economia brasileira desde 1992, quando caiu 0,46%.
No levantamento anterior, divulgado na semana passada, a estimativa era de redução de 0,19%. Há seis semanas, a projeção era de que o PIB cresceria 1,5% neste ano. Há um ano, a expectativa era de alta de 4% (veja gráfico abaixo).
Os números são do boletim Focus, uma pesquisa que o Banco Central faz com cerca de cem instituições financeiras que atuam no país sobre as perspectivas para os principais indicadores econômicos.
A previsão para 2010 não foi alterada nas últimas seis edições da pesquisa, permanecendo a expectativa de expansão de 3,5% do PIB.
Em relação à produção industrial, o relatório indicou uma piora acentuada. O mercado vê agora uma contração de 3,56% ante os 3,06% da semana anterior. Para 2010, foi mantida a previsão de expansão de 4,0%.
Já para a balança comercial, os prognósticos melhoraram, com o superávit previsto aumentando de US$ 14,5 bilhões para US$ 15,0 bilhões. O mercado também reviu para cima as projeções para 2010, passando de US$ 13,7 bilhões para US$ 14,0 bilhões.
Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o relatório apontou um leve recuo de 4,26% para 4,25% em 2009 e de 4,46 para 4,42% no ano que vem. As duas taxas estão abaixo do centro da meta perseguido pelo governo, de 4,50%.
O prognóstico para a Selic deste ano foi mantido em 9,25%, enquanto para o próximo ano subiu de 9,38 para 9,50%.
(Com informações da Reuters)





