Abrindo o primeiro seminário de gestão pública de Divinópolis, Antônio Faraco Junior, secretário de planejamento e gestão, apresentou o cronograma e passou a palavra ao prefeito municipal Vladimir de Faria Azevedo (PSDB). Vladimir e o vice-governador Antônio Augusto Anastásia deram uma aula sobre o significado da gestão pública.
Primeiramente, Vladimir explicou que foi na década de 80 quando começou-se a afastar o burocratismo e passou-se a apostar na gestão compartilhada, assim iniciou sua fala sobre a importância da gestão pública. O prefeito expôs sua forma de ver a administração e do aprendizado que teve com o então prefeito Domingos Sávio, “acredito no estado societal, que compartilha com a comunidade, uma gestão participativa em que possamos entender onde estamos e onde queremos chegar”
Como prefeito, disse enxergar uma grande oportunidade de se implantar a mudança de pensamento por um desenvolvimento regional da qualidade de vida. Ao fim de sua fala, Vladimir apresentou o vice-governador como uma das melhores cabeças da gestão pública regional.
O vice-governador, professor Anastásia, assumiu o discurso considerando: “Não há um só encontro de prestígio no qual não se encontre o tema da gestão pública”. Isso nos tempos atuais, porque, de acordo com o professor, pela própria história do país, até pouco tempo atrás, ainda se pensava a política de uma forma muito paternalista.
O vice-governador deu exemplos de países que apostaram na gestão pública participativa e afirmou, “onde a sociedade civil se articula temos um crescimento muito mais denso”. O professor narrou a história da Austrália que foi erguida por pessoas que não serviam mais para a sociedade “uns bárbaros” afirma ele, “mas que assumiram pra si o dever de construir um país”.
Já no Brasi, a cabeça fechada dos portugueses atrapalhou muito o desenvolvimento do país, explica o vice-governador. “Nós ficamos embrionários”, lamenta. Anastasia ilustrou os portugueses com uma celebre frase de Marques de Pombal “Enterrem os mortos e fechem os portos”, que realmente fecharam os portos para qualquer participação.
A figura do império paternalista que distribuía vantagens e benesses teria atrapalhado o desenvolvimento do país, pois o Estado era forte e a sociedade civil se enfraquecia, explica o vice-governador e segue dizendo “no século passado o grande administrador Getúlio Vargas também encarnou essa figura”. Passando ao Estado Novo Anastásia aponta novamente a força tremenda do Estado, do qual resulta a Constituição de 1988 que não previa instrumentos de ação para implantação de políticas públicas.
Com ar de entusiasmo o professor afirma que “agora não estamos mais no século do ouro ou do café, que se acaba, estamos no século do conhecimento e este ninguém pode arrancar de nós”. “Não podemos acreditar que possa haver poder público forte e sociedade civil fraca, nem o inverso, a virtude está no equilíbrio” afirma.
Anastásia fez ainda duas considerações importantes: a primeira foi apontar Aécio Neves como governante moderno que percebeu a necessidade da mudança na forma de governar já em 2002 e a segunda foi a de que a lei de responsabilidade fiscal ajudou muito o governo e foi a maior aliada de prefeitos comprometidos.
Em resumo, o vice-governador explicou que temos as marcas do passado mas que, felizmente, no século do conhecimento, a visão do país mudou, que agora as pessoas começam a perceber que não adianta se ter uma economia vigorosa, se a política pública não for bem implantada.






