Por Vítor Costa: Se Cleitinho que recebe R$ 25 mil, precisa “pegar carro emprestado e viajar com gasolina contada”, imaginem quem recebe salário mínimo.


O governo de Gleidson Azevedo (PSC), prefeito de Divinópolis, está em crise. Com a instauração de uma CPI, que investiga um possível superfaturamento nos R$ 30 milhões referentes a aquisições feitas pela Prefeitura. Em uma tentativa desesperada, alguns vereadores que compõem a base do governo na câmara, sendo um deles irmão do prefeito, realizaram ataques ao Partido dos Trabalhadores. O PT entende que tais atitudes compõem uma manobra, com a finalidade de criar uma “cortina de fumaça” e assim manter sua militância distraída enquanto a CPI escancara os escândalos do governo e a parcialidade da fiscalização do Deputado Estadual, e também irmão do prefeito, Cleitinho Azevedo.

No dia 12 de maio, durante a 27ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Divinópolis. Os vereadores Eduardo Azevedo (PSC) e Roger Viegas (REPUBLICANOS), utilizaram dos seus respectivos espaços para proferir acusações ao Partido dos Trabalhadores (PT) e seus respectivos pré-candidatos à Presidência da República e ao Senado de Minas Gerais. Tal fato ocorreu após uma grande pressão popular que motivou a vereadora Lohanna França (PV) a questionar o paradeiro do Deputado Cleitinho Azevedo, que faz um trabalho de fiscalização em toda Minas Gerais, mas até o momento não havia fiscalizado o próprio irmão. Após o questionamento, os vereadores que compõem a base do governo ficaram alvoroçados. E discursaram na intenção de defender o irmão, amigo e pré-candidato ao Senado, Cleitinho Azevedo (PSC).

Politicagem:

A palavra politicagem foi usada frequentemente pelos vereadores da base. O que eles entendem como politicagem? Para mim, expor indevidamente da imagem de crianças carentes de um abrigo para ganhar curtidas nas redes sociais, é politicagem. Abrir uma Escola Municipal à noite, para gravar vídeo, só depois de ser pressionado, entendo como politicagem. Fazer da política um ramo de família, tratar fundo eleitoral como algo ilegal enquanto teve o gabinete do irmão trabalhando (com dinheiro público) para elege-lo, para mim é hipocrisia. Usar servidor comissionado da prefeitura, para produzir vídeos destinados a rede social particular, considero politicagem. Nunca vi o Deputado Cleitinho dar direito de resposta quando fiscalizava o Ex-Prefeito Galileu Machado, não me recordo do Deputado, após uma fiscalização, responder cada comentário do vídeo justificando o erro da COPASA, mas ele fez isso no momento em que “fiscalizou” o irmão. Não teve gritos, não teve depredação de patrimônio público e muito menos invasão. No vídeo encontramos um Cleitinho nunca antes visto, com voz mansa e perfil defensivo.

O PT repudia a forma rasteira que ambos os vereadores conduzem o debate público. Deve ser difícil ir à tribuna da Câmara para falar sobre fome, desemprego, inflação, combustível, educação e meio ambiente, pois, o candidato que eles apoiam a presidência é, diretamente responsável pelo desemprego que assola as famílias brasileiras e o retorno do país ao mapa da fome. Os vereadores repetiram várias vezes, que a vantagem de que Cleitinho seja eleito Senador é devido as emendas parlamentares que poderão beneficiar Divinópolis, lamentável, reduziram o papel de um Senador da Republica a emendas. O PT defende que o debate ao Senado se mantenha em um alto nível, onde o eleitor poderá votar conforme formação, educação e experiência política.

Eduardo Azevedo também disse que o irmão, Deputado Cleitinho, faz campanha de “uninho” velho, vai com a gasolina contada e com carro emprestado. Se Cleitinho, com o seu salário de R$ 25.322,25 mensais, precisa pegar carro emprestado e viajar com gasolina contada, imaginem uma pessoa, arrimo de família, que recebe um salário mínimo de R$ 1.212,00. Se o Deputado Cleitinho, que recebe em um mês o que metade dos brasileiros teria que trabalhar ao menos 7 meses para receber, não consegue abastecer com a gasolina a R$ 8,00 é resultado da péssima política econômica do presidente que o mesmo Deputado e seus dois irmãos ainda apoiam. Se Cleitinho que, com a remuneração que tem, pertence ao grupo dos 5% mais bem remunerados do país, não conseguiu comprar um carro novo para fazer campanha. Deveria lembrar que em 2010, com o PT, tínhamos carros populares 0km a R$ 25 mil. Cleitinho conseguiria comprar com um mês de salário e ainda sobraria. Hoje, com Bolsonaro, o mesmo veículo supera os R$ 75 mil.

Embora os membros do clã Azevedo, no discurso, não se considerem políticos, o que é completamente incoerente, pois, logo os três irmãos fizeram do estado seu grande empregador. No Brasil, para concorrer uma eleição é necessário ter filiação partidária. A sigla escolhida pelos três irmãos foi a do PSC (Partido Social Cristão). Ao acusar o Partido dos Trabalhadores, Eduardo esquece do seu teto de vidro, pois, todas as acusações feitas ao PT se encaixam perfeitamente ao seu PSC, cujo o presidente nacional do partido, que é pastor, foi preso em 2020 por corrupção.

 Aos nossos:

Partilho da raiva de ver nosso partido ser covardemente atacado, mas devemos entender que o ataque faz parte de um plano maior. Uma tentativa de distrair nossa militância para esconder o trabalho da CPI e a atuação do Ministério Público. Neste momento, devemos substituir as representações e réplicas por perguntas do tipo:

Incompetência ou ilicitude? Por que somente a Secretária de Educação foi afastada? A Secretária de Governo, Secretário de Administração e Secretário da Fazenda não sabiam do gasto superior a R$ 1,2 milhão com a compra dos brinquedos de plástico? A Controladoria e Procuradoria não estavam cientes do gasto de R$ 1,4 milhão com Kits de EVA e MDF? Por que Cleitinho demorou tanto para se pronunciar? Por que o prefeito nomeou um Advogado Criminalista para compor a pasta investigada? O prefeito falou em abrir processo administrativo contra a empresa que vendeu o material, não deveria abrir contra os responsáveis pela compra? Gleidson mente ao dizer que vai devolver um brinquedo que já foi concretado?

Não haverá distração que possa ocultar a verdade!

 

 

Vitor é um divinopolitano de 23 anos, tem formação técnica e bacharelado em Administração de Empresas, MBA em marketing político e comunicação eleitoral, estudante de história na UEMG e Secretário Municipal LGBTQIA+ do Partido dos Trabalhadores.

Um comentário em “Por Vítor Costa: Se Cleitinho que recebe R$ 25 mil, precisa “pegar carro emprestado e viajar com gasolina contada”, imaginem quem recebe salário mínimo.

  • 23 de maio de 2022 em 05:31
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    Divinópolis agora tem prefeito.PRA NOS ENVERGONHAR , meu Deus que fundo de poço

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