Pesquisadores da UFMG planejam teste rápido para coronavírus


O CT Vacinas da UFMG integra o conselho emergencial criado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC) logo após o surgimento da nova modalidade do coronavírus. O laboratório, coordenado por pesquisadores da própria universidade e do Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas), já se movimenta para elaborar um teste rápido para diagnóstico em massa da infecção, num possível quadro de epidemia.

O biólogo e virologista Flávio da Fonseca, do CT Vacinas, explica que o teste molecular, que vem sendo usado nos diagnósticos, é inviável no caso de epidemia no Brasil. “O País não tem capacidade instalada para realizar esse exame em massa, e o teste sorológico seria o mais indicado”, aponta.

A expectativa é que o produto esteja disponível no curto a médio prazo. O CT Vacinas também se propõe a realizar o teste molecular, em suporte aos demais laboratórios públicos, e a desenvolver uma vacina, no médio a longo prazo. As ações ainda serão validadas pelo MCTIC.

Ao longo de 2019, a redução das verbas para pesquisa, nos âmbitos estadual e federal, motivou diversos debates na Assembleia sobre o impacto da medida nas universidades públicas localizadas em Minas. Flávio da Fonseca, da UFMG, reitera a degradação das condições laboratoriais no Brasil, com sucessivos cortes nas linhas de fomento, ao longo dos anos.

Ele observa que o Brasil está bem preparado na chamada “linha de frente”, com médicos e hospitais com know-how para epidemias e infecções. “Mas a linha de frente só consegue trabalhar com o suporte da pesquisa, que indica o medicamento que funciona, que faz os testes”, afirma.

O pesquisador reforça que o financiamento tem que ser perene, porque a construção do conhecimento leva tempo. “Não adianta muito injetar dinheiro na emergência”, contrapõe.

 

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