Revista Veja diz que deputado federal por doação eleitoral atuou a favor de empresa acusada de escravidão; Parlamentar rebate acusação


Conforme matéria publicada na Revista Veja Online, nesta última segunda-feira (30), com a manchete: “Acusada de escravidão doou a deputado que tentou flexibilizar CLT” – Conforme a Revista, o deputado tucano Domingos Sávio, propôs  um PL (Projeto de Lei) para diminuir multas em caso de irregularidades do empregado. Que seria uma obra em Belo Horizonte, realizada pela construtora CCM, que foi autuada pelo Ministério do Trabalho por empregar 40 trabalhadores em condições análogas à escravidão – Veja informa também que a CCM é uma doadora de valores para campanhas eleitorais. Em 2014, ela apoiou o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) com uma doação singela: 15 mil reais – O tucano, por sua vez, tem um projeto de lei que flexibiliza, justamente, direitos trabalhistas. O Projeto de Lei 6.787/2016 propõe reduzir o valor da multa de 6 mil reais para 3 mil reais por empregado não registrado. Além disso, para cada informação omitida pelo empregador, Sávio quer que a multa diminua de 1 mil reais para 100 reais.

“A presente emenda tem como objetivo desonerar o empregador, que já sofre com altos encargos tributários em sua atividade empresarial. Em um momento de crise e aumento do desemprego não devemos trazer mais custos para as empresas, que são a fonte de emprego e renda dos brasileiros”, diz o deputado na justificativa do PL.

O Divinews em contato com a Assessoria de Comunicação do deputado tucano, Domingos Sávio. Inicialmente recebeu a informação oficial de que a matéria é um ato de perseguição política, que está elaborando, o contraditório que a Revista Veja não fez, ou seja, ouvir a versão do parlamentar. O Divinews a seguir publica a versão do deputado;

“Esclareço que durante a campanha de 2014 recebi através do saudoso amigo Gastão – Gastão Azevedo Mendonça Filho -, empresário da construção civil de Divinópolis, uma doação devidamente declarada à Justiça Eleitoral no valor de R$ 15 mil da empresa Construtora Centro Minas Ltda – CCM. Por ser amigo do Gastão e de seus familiares, recebi a referida doação absolutamente dentro da legalidade e jamais soube que a referida empresa, onde o mesmo atuava, estivesse em qualquer lista e, em especial, estivesse na lista que se associa ao trabalho escravo. Esclareço ainda, que votei e defendi a aprovação da emenda constitucional que caracteriza como crime o trabalho escravo e, portanto, sou radicalmente contra a prática criminosa de trabalho análogo ao escravo ou qualquer tratamento desumano que se aplique ao trabalhador ou a quem quer que seja. Informo, ainda, que o projeto de lei que a matéria diz ser de minha autoria, na verdade trata-se da lei de Reforma Trabalhista, que é de autoria do Poder Executivo e, portanto, não é de minha autoria. Sempre pautei meu trabalho pela transparência e estou à disposição para mais esclarecimentos que se fizerem necessários”

 

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