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DiviNews Entretenimento Celebridades FIM DA CLT: Câmara Federal aprova Reforma Trabalhista, que vai agora para o Senado
Qui, 27 de Abril de 2017 09:33 - Atualizado ( Sex, 28 de Abril de 2017 09:49 )

FIM DA CLT: Câmara Federal aprova Reforma Trabalhista, que vai agora para o Senado

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Com 296 votos favoráveis e 177 contra e após mais de 14 horas de uma sessão que varou a madrugada desta quinta (27), a Câmara dos Deputados aprovou a Reforma Trabalhista, que Temer tanto queria – Segundo matéria da a Folha, ouve traições em partidos da base. O PSB do ministro Fernando Bezerra Filho e o Solidariedade, por exemplo, orientaram seus deputados a votar contra a reforma. Após a votação do texto-base, a Câmara rejeitou quase todas as emendas que podiam alterar pontos do texto, incluindo a que tentava manter por mais seis anos a contribuição sindical obrigatória, que é o desconto anual de um dia do salário do trabalhador, além da contribuição anual das empresas. Foram 259 votos contra a emenda e 159 a favor. A única alteração aprovada foi a que muda regras da penhora online. A reforma, agora, segue para a análise do Senado - Entre as mudanças está a prevalência, em alguns casos, de acordos entre patrões e empregados sobre a lei, o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, obstáculos ao ajuizamento de ações trabalhistas, limites a decisões do Tribunal Superior do Trabalho, possibilidade de parcelamento de férias em três períodos e flexibilização de contratos de trabalho - O principal argumento dos governistas é o de que a reforma dará fôlego ao empresariado para retomar os investimentos e as contratações, reduzindo a atual taxa de desemprego recorde, que é de 13,2%. 



Entre as mudanças adotadas de última hora pelo relator está multa a empresa que pagarem salários diferentes para homens e mulheres que desempenhem a mesma função e que tenham o mesmo tempo de serviço no mesmo cargo.

A proposta, que entrou no texto por pressão da bancada feminina, enumera, porém, uma série de condições para que seja caracterizada a discriminação, entre elas "produtividade e perfeição técnica".

Marinho também mudou a regra sobre o trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres. Seu texto inicial liberava o trabalho nesses locais desde que houvesse autorização médica. Agora, as trabalhadoras que trabalharem em locais de grau baixo ou médio de insalubridade terão que recorrer a atestado médico para serem dispensadas do trabalho.

'DRESS CODE'

A sessão foi marcada, mais uma vez, pelo embate entre governo e oposição.

"Coveiros da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], inimigos da classe trabalhadora", bradou em discurso Wadih Damous (PT-RJ). "Os senhores nunca mais voltarão a essa Casa. Por traição à nação e aos trabalhadores brasileiros", reforçou em seguida Orlando Silva (PC do B-SP).

A oposição patrocinou vários protestos. Portando cartazes contra o projeto e caixões com a inscrição "CLT", deputados do PT, PC do B e PSOL, entre outros, subiram à Mesa do plenário e, por alguns minutos, conseguiram interromper a leitura do relatório de Rogério Marinho. A ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSOL) chegou a gritar "não à essa desgraça de reforma.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais defensores da reforma, chegou a se exaltar em vários momentos da sessão. Em um deles, afastou com a mão um dos caixões segurados por opositores que estavam próximos a ele. Em outro, empurrou de forma abrupta o petista Afonso Florence (BA) para se sentar em sua cadeira.

"São as tabuletas da mentira, carregando bandeiras da inverdade. Estamos dando a todos os trabalhadores aumento relativo a um dia de trabalho, um dia de suor", rebateu José Carlos Aleluia (DEM-BA), se referindo ao fim do imposto sindical obrigatório. "Esse é um dia histórico, marcante, daqui a 20, 30, 40 anos nós todos seremos lembrados como parlamentares inteligentes, estudiosos e sensíveis", discursou o governista Darcisio Perondi (PMDB-RS).

Pouco tempo depois o deputado Assis Melo (PC do B-RS) surgiu vestido com macacão de operário no plenário, o que tumultuou ainda mais a sessão. Rodrigo Maia afirmou que só teria a palavra os deputados que estivessem vestidos de "de acordo com os costumes da Casa". A oposição aproveitou para protestar mais ainda, argumentando, entre outras coisas, que até deputados com nariz de palhaço já participaram de votações.

Pouco tempo depois, Assis Melo deixou de ser deputado. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), reassumiu o mandato para votar a favor da reforma. Melo voltou então para a primeira suplência.

Em discurso na tribuna, Nogueira apelou aos deputados para votar a favor da reforma "não pensando nas próximas eleições, mas nas próximas gerações."



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ADEUS PRA VCS 2018 VEM AI  - CORJA   |2017-04-28 06:12:06
O MINISTERIO PUBLICO DEVERIA VERIFICAR OS BENS DESSES DEPUTADOS, DE SEUS CUNHADOS, FILHOS, CARGOS COMISSIONADOS ENFIM TODOS OS QUE O CERCAM. PORQUE O PATRIMONIO DELES É GRANDE DIMAIS PARA SER EMPREGADOS PUBLICO.
Joao Pimenta  - Igreja Católica   |2017-04-28 06:06:18
"Certamente o conteúdo das manifestações se dará no sentido de defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade, de modo muito particular dos mais pobres. O movimento sinaliza que a sociedade quer o diálogo, quer participar, quer dar sua contribuição. Reformas de tamanha importância não podem ser conduzidas sem esse amplo debate.

O Congresso Nacional e o Poder Executivo, infelizmente, têm se mostrado pouco sensível ao que a sociedade tem manifestado em relação às reformas. Os brasileiros e brasileiras desejam o bem do Brasil e para construir uma nação justa e fraterna querem participar das discussões e encaminhamentos."
Marilia  - Deputados ignorantes   |2017-04-28 05:57:03
Escutem um senador experiente: Renan Calheiros: a proposta vai aprofundar a desigualdade social. Em vez de votarem a reforma trabalhista, os parlamentares deveriam apreciar projeto que põe fim aos salários acima do teto na administração pública, os chamados supersalários. "Reforma justa seria uma reforma que retirasse privilégios. E os há, senhoras e senhores, demais neste País, são privilégios inconcebíveis. Os supersalários pagos com dinheiro público são o exemplo mais ostensivo e ofensivo à cidadania no Brasil."
servidor   |2017-04-28 03:44:05
e o fim do trabalhador e a volta da escravidao e a submisao total aos politicos principalmente o servidor publico ADEUS LIBERDADE
eu   |2017-04-27 17:43:16
SERÁ QUE AGORA ESSE POVO DE DIVINOPOLIS VAI ACORDAR,POIS JÁ PASSOU DA HORA.
Carmo   |2017-04-27 12:08:58
Interessante. Todos sabiam que era necessario esta e outras reformas. A CLT é de 1943. Os ptralhas que sempre disseram ser aliado dos trabalhadores nao fizeram ou tiveram medo de fazer. Ficaram 13 anos no poder tinham a maioria na Câmara e no senado e calaram. Agora estao reclamando. Estavam preocupados com as negociatas. Por fim, nem tudo que foi alterado é ruim. Espero que acabe com esses sindicatos com seus pelegos. Assaltava um dia nosso no mes de março nao sei porque.
Thiago   |2017-04-27 12:06:35
Esse individuo que disse que a reforma é benefica ao trabalhador ou é puxa saco desses dois pilantras da nossa cidade ou é empresario. Citou apenas 2 proposta que são as duas que nao sao tanto prejudicial ao trabalhador. Cita as demais. Estou com nojo de politica.
hh  - hh     |2017-04-27 11:36:32
e ruin eu votar para deputado federal,
CArlos Silva  - NÃO VOTAR   |2017-04-27 08:28:48
Bom dia. Está aí, bem claro, Domingos Sávio e Jaime Martins, VOTARAM FAVORÁVEL A REFORMA TRABALHISTA, A QUAL, ACABA COM MUITOS DIREITOS ADQUIRIDOS AO LONGO DO TEMPO.
Em resposta a essa atitude: NÃO VOTAREMOS MAIS NESSES SENHORES E VAMOS FAZER CAMPANHA PARA ´NÃO MAIS SEREM REELEITOS.
morte leitoral para os dois  - 2018 esta lista vai aparecer mais vezes   |2017-04-27 08:23:19
ai gente o domingos codinome sabado e o jaiminho codinome asfalto todos odebrecht votaram contra a população e a favor de acabar com a CLT de Getulio Vargas. Porque eles não falaram dos banqueiros que devem esse pais???????????????
PP  - Conversa fiada   |2017-04-27 07:59:23
Conversa fiada destes "pelegos" . Onde , nesta reforma, tem prejuizo ao trabalhador ? Dividir férias em tres partes ? isto é prejudicar ? faça pesquisa e veja se o trabalhador já não faz isto em seu trabalho? A maioria prefere dividir as férias do que tirar 30 dias direto.Vai é melhorar .
Esta reforma está tirando a contribuição obrigatoria aos sindicatos . Terão que trabalhar . Simples assim . Por isto este xororô.Eu, por exemplo, vou contribuir para o sindicato que me oferecer algo diferenciado. Não serei obrigado a contribuir para aquele sindicato com funcionarios mau educados e nem aí pra nós.
Telúrico   |2017-04-27 13:13:36
Esse tem como única fonte de informação os quadros da Míriam Leitão na Globo. Um verdadeiro jumento.
Zezé Cardeal  - Não me representa: nem Domingos, nem Jaiminho.   |2017-04-27 06:59:36
A Rádio Itatiaia deu os nomes dos parlamentares que votaram contra os trabalhadores na Reforma Trabalhista: como sempre os nomes dos golpistas Jaime Martins e Domingos Sávio estão entre aqueles que mais uma vez votou contra o interesse do povo trabalhador, quem realmente constrói com muito esforço e dignidade o Brasil. Domingos Sávio não me representa! Jaiminho Martins não me representa!
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