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DiviNews Economia & Negócios Geral Delegado Federal rebate críticas à sua atuação no indiciamento de agentes públicos em Divinópolis
Ter, 12 de Julho de 2016 20:23 - Atualizado ( Qui, 14 de Julho de 2016 23:31 )

Delegado Federal rebate críticas à sua atuação no indiciamento de agentes públicos em Divinópolis

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O Delegado Federal Benicio Cabral recebeu o Divinews para explicar que as investigações sobre o PAC SANEAMENTO em Divinópolis não estiveram centradas apenas no sobrepreço/superfaturamento que os agentes políticos, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica estão tanto falando e dando atestados de inocências, segundo Benicio, tais irregularidades que no seu entendimento também é um crime, independentemente de ser R$ 1,9 milhão ou R$ 190 mil, mas o foco principal começou lá traz com a cessão e aproveitamento de um contrato pré-existente com o Estado e nele foi inserido outra verba, desta vez federal. Benicio reafirmou taxativamente que diante do reaproveitamento do contrato, não foi feita licitação, e que o desvio de verbas públicas foram realizadas nas medições das obras, com a conivência de todos os agentes públicos, por isso a formação de quadrilha -- Veja o que falou o Delegado Federal: “Sobre o superfaturamento nas obras, isso já está nos autos, essa reconsideração que foi feito pela CGU –- Controladoria Geral da União. Ela fez uma reconsideração das planilhas. Inicialmente ela tinha falado em R$ 1,9 milhão e passou para R$ 190 mil, que também é superfaturamento. Mas esse não é o problema, não é aí que está o crime. Esse é um crime colateral” –- “O crime começa na cessão ilegal do contrato, uma empresa constituída de empresários amigos dos servidores públicos, e sem licitação” –- “E qual é o objetivo da licitação? Obter o melhor preço para nós, para o público, para que a gente pague menos, ao invés de gastar mais dinheiro público. Quando a Caixa diz que tem R$ 46 milhões. Não é para gastar R$ 46 milhões. É para gastar o mínimo possível e obter maior qualidade. Por isso que faz da licitação uma disputa” –- “O que a prefeitura fez? Ela calculou, ela mesma deu a planilha, eu estou te dando as obras, sem licitação, nem nada. E deu um aumento de 25%, sem justificativa, sem nenhuma razão. Então, o erro já está lá trás. Daí pra frente, a empresa começou a fazer coisas de baixa qualidade, além de obras não terminadas, e mesmo assim foi pago. Foi medido e pago, como se tivesse sido feita a obra, e não foi. Ou seja, foi feita parcialmente e foi mal feita” –- “Então o problema de superfaturamento, é o menor de todos, e continua existindo. Se tivesse havido licitação o preço seria muito menor, por que apareceriam outras empresas oferecendo melhores condições. Não é para a Prefeitura, é para nós que pagamos impostos”


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Crédito image: Geraldo Passos em 12/07

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