POR LÉO JUNQUEIRA: Para bobagens parlamentares é preciso ter patente


Em meio a tantas histórias políticas, algumas realmente nunca serão esquecidas pela estupidez implícita. Casos, que de forma humorada ou vergonhosa marcaram gerações e, pelo jeito, ainda continuarão acontecendo e servindo de conteúdo para um belo livro de hilaridades.

Em São Paulo, por exemplo, na falta de bons candidatos, que poderiam atender dignamente à população, lançaram a candidatura de uma rinoceronte fêmea chamada “Cacareco” que nas eleições municipais de outubro de 1959 recebeu cerca de 100 mil votos e uma das mais tocadas marchinhas carnavalescas na época.

Em Belo Horizonte, o candidato a prefeito Nelson Tibal instalou no centro da cidade um enorme barco, onde eram vistas pessoas vestidas de marinheiro divulgando seu plano de governo, que pasmem, era trazer o mar até Belo Horizonte através de um “maroduto” de Copacabana até a Lagoa da Pampulha. Não parou aí: quando candidato a deputado Tibal voltou com a mesma promessa, mas desta vez faria audiências públicas para escolher lugar melhor que a Pampulha, pois “a lagoa estava poluída”. Estou ilustrando meu comentário com alguns exemplos que chegam a tal absurdo, que seria melhor votar pelo encaminhamento de algumas pessoas a um hospício para tratamento de seus delírios.

Em Divinópolis, por exemplo, tem vereador com projeto de acabar com a eleição do “Rei do Amendoim e Rainha da Pipoca” por considerar, que a festa mais esperada no calendário escolar é um flagrante incentivo à corrupção, já que pais e parentes compram rifas ou votos para eleger seus filhos e sobrinhos. E para que a proposta não pareça apenas um deslize mental, o mesmo vereador queria mudar a cor preta, do luto oficial mundial, para a cor cinza… Pode? O problema, meus amigos, não só isso.

A “loucura” de alguns parlamentares vai além. Por exemplo: recentemente a Câmara de Divinópolis recebeu a denúncia de infração político/administrativa do sargento Elton Tavares, contra o Prefeito Galileu Machado. Não sei, se por falta do que fazer ou mesmo alguma influência “etílica”, o assunto após ser descartado em plenário retornou com ares de “café requentado”, como afirmou seu colega no legislativo, Eduardo Print Junior.

Como era de se esperar o assunto não apresentou nada de novo num extenso relatório lido no plenário da Câmara de Divinópolis na última terça-feira (07). No cenário não faltaram espasmos (com indicação etílica), como foi a declaração do assessor de Desenvolvimento Econômico, José Alonso Dias, que afirmou que não se trabalha na Câmara e nem no Executivo, ou seja, o que esse senhor faz na vida além de dizer bobagens? Acho estranho e ao mesmo tempo muito similar os escorregões de vereadores extremamente obtusos para se dizerem representantes do povo.

Acho que o melhor a fazer é vigiar a patente destes representantes e recuperar vídeos de campanha eleitoral, onde estes mesmos senhores aparecem em devota alegoria festiva ao lado de quem querem crucificar hoje.

Gostaria de deixar uma pergunta: se Galileu não fosse eleito, o que estariam fazendo estes senhores? Imagino, que sargento Elton estaria gozando de sua aposentadoria contando suas histórias de caserna.

O outro, não sei…Talvez, fazendo projetos para derrubar o Rei do Amendoim e tomar seu palácio ou planos de fuga de um manicômio (com a Rainha da Pipoca, é claro!)

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