Por aprovação de Projeto, Bolsonaro é acusado de comprar votos de deputados, com cargos


Os grandes meios de comunicação do país estão dando um enorme destaque para um áudio que está circulando em que o deputado federal Julian Lemos, do Partido Social Cristão, da Paraíba diz que conseguiu trocar o seu voto a favor da Reforma da Previdência por cargos na Fundação Nacional da Saúde – O diferente do fato é a compra do voto partir de Bolsonaro, que em campanha afirmou que não existiria esse tipo de negociação, que é tão comum entre os Poderes Executivo e Legislativo, desde os municípios, passando pelo Estado e chegando ao Congresso – Embora seja crime de concussão, tornou-se uma prática tão corriqueira, que só causa espanto no cidadão comum, no meio político, é quase que falado abertamente, quem é indicação de qual senador, deputado federal, estadual e mesmo vereador. Não existe segredo.

Mas o fato é que, segundo o jornal dos Marinhos, O Globo, espantado, como se não soubesse dessa prática, noticiou que Na gravação, um telefonema de 12 minutos, a que O GLOBO teve acesso, o deputado Gulliem Lemos (PSL-PB), conhecido como Julian Lemos, relata ao secretário-geral do PSL na Paraíba e assessor do Ministério do Turismo, Fabio Nobrega Lopes, que conseguiu junto à Casa Civil garantir para si a prerrogativa de indicar nomes para cargos de direção na Fundação Nacional da Saúde (Funasa) da Paraíba e na sede regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Lemos também relata que outros parlamentares buscam ou buscarão acordos semelhantes, com o objetivo de obter cargos na administração federal em troca de votos.

Na conversa, Lemos conta que vai conseguir, “logo de cara”, as indicações para a Funasa e o Incra e diz que ainda tentará “pegar um terceiro negócio”. O interlocutor concorda e afirma que a Funasa “é forte demais”. Procurado, o deputado disse que pedirá à Polícia Federal que investigue a origem da gravação, que chamou de “grampo ilegal”.

— O áudio é crime. É uma violação gravíssima, uma agressão, um fato grave. Isso aí vai rolar Polícia Federal. É extremamente absurdo isso. Não tem nada que desabone, única coisa que vejo criminosa é a gravação ilegal. Sou um deputado federal, imagine se os deputados agora têm seu sigilo telefônico quebrado — disse.

Feita sem o conhecimento dos dois interlocutores, a gravação de fato surgiu a partir de um grampo telefônico, segundo informou uma fonte ao GLOBO. Sem citar nomes, Julian Lemos atribuiu o grampo a adversários políticos.

– Descobri a fonte, descobri tudo, foi uma armaçãozinha que fizeram. Estou pegando mais informação para chegar aonde quero. É coisa minha — disse Lemos.

As indicações políticas apontadas por Lemos no telefonema ainda não foram oficializadas. Nesta semana, depois de O GLOBO procurar o deputado para comentar o teor do diálogo, Lemos anunciou em suas redes sociais que “abre mão” de indicar pessoas para ocupar cargos federais.

Na conversa, ocorrida em fevereiro, o secretário do PSL paraibano menciona uma reunião na Casa Civil na qual, segundo ele, ficou acertado que os cargos “a nível estadual” seriam distribuídos depois do carnaval. Ainda de acordo com Fábio Nobrega Lopes, o ministro-chefe da pasta, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), participou de um dos encontros nos quais eram discutidas as trocas de indicações a cargos na máquina federal por votos favoráveis à reforma da Previdência. O GLOBO procurou Onyx, por meio de sua assessoria, mas ele não comentou o diálogo.

Feita sem o conhecimento dos dois interlocutores, a gravação de fato surgiu a partir de um grampo telefônico, segundo informou uma fonte ao GLOBO. Sem citar nomes, Julian Lemos atribuiu o grampo a adversários políticos.

– Descobri a fonte, descobri tudo, foi uma armaçãozinha que fizeram. Estou pegando mais informação para chegar aonde quero. É coisa minha — disse Lemos.

As indicações políticas apontadas por Lemos no telefonema ainda não foram oficializadas. Nesta semana, depois de O GLOBO procurar o deputado para comentar o teor do diálogo, Lemos anunciou em suas redes sociais que “abre mão” de indicar pessoas para ocupar cargos federais.

Na conversa, ocorrida em fevereiro, o secretário do PSL paraibano menciona uma reunião na Casa Civil na qual, segundo ele, ficou acertado que os cargos “a nível estadual” seriam distribuídos depois do carnaval. Ainda de acordo com Fábio Nobrega Lopes, o ministro-chefe da pasta, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), participou de um dos encontros nos quais eram discutidas as trocas de indicações a cargos na máquina federal por votos favoráveis à reforma da Previdência. O GLOBO procurou Onyx, por meio de sua assessoria, mas ele não comentou o diálogo.

Outro lado

Lemos diz que o áudio registra “uma conversa pessoal”.

— Não tem nada que desabone minha conduta, nenhuma conversa que seja não republicana, é uma conversa pessoal a respeito de uma conjuntura política.

Sobre a busca por um “terceiro espaço”, Lemos não revela que órgão, além da Funasa e do Incra, teria indicações escolhidas por ele.

— Terceiro negócio é espaço. Uma terceira autarquia que pode vir. Nem essas que eu falei eu sei se isso vem. Só acredito quando pego. Não existe nenhuma indicação ainda. Para o Incra, eu digo só que tenho um coronel, eu tenho um nome que é um coronel que tem quatro graduações, fala dois idiomas, já foi secretário de estado, é um homem preparadíssimo, mas não vou te falar. Isso é uma informação que caso venha a se concretizar ele será nomeado. Foi uma conversa preliminar. Não existe oficialização de indicação. Se eu encher o saco, não quero m… nenhuma. Não fui eleito para isso. Agora, se vier para A tem que vir para B, normal. Isso faz parte da democracia. Só não vou trabalhar em ‘toma lá, dá cá’, porque não trabalho com isso.

Lemos também comentou as falas do assessor Fabio Lopes durante a gravação:

— Não é um áudio comprometedor de esquema. O Fabio dá uma opinião que é dele, até de certo modo ingênua. O Fabio não tem legitimidade nenhuma, não é político. É uma análise que ele faz do que se sabe no Congresso. Ele falou como alguém que escuta as conversas. Fabio traça um diálogo baseado no que ele escuta. Isso é leitura política que ele faz, não que eu faço. Se você chegar no parlamento vai ver o que o povo diz.

Fabio Lopes não retornou os contatos da reportagem.

 

Ou seja: Bolsonaro compra votos de deputados com cargos na máquina pública para mexer nas aposentadorias dos trabalhadores.

 

 

 

 

6 comentários em “Por aprovação de Projeto, Bolsonaro é acusado de comprar votos de deputados, com cargos

  • 17 de março de 2019 em 19:17
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    Na troca de favores, são nomeados de quais vereadores?
    Gabriela Vieira Alvarenga, Jordânia Mileib de Oliveira, Marco Túlio Fontes de Castro, Isadora Rodrigues Morais, Israel Mendonça.

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  • 17 de março de 2019 em 11:01
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    POR ISSO, QUE ROÇA DO BRASIL, NAO VAI, PRA FRENTE, TIVEMOS 20 DE ESQUERDA,, ESTAMOS A BEIRA DO ABISMO, AINDA TEM GENTE QUE TORÇE CONTRA,,

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  • 17 de março de 2019 em 09:35
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    Isso é fofoca da oposição dos petralhas como Geraldo Passos. Na prefeitura daqui tem muito. Vou dar a receita da torta de fubá é simples igual pegar gambá = Ministério Público, peça relação de todas as pessoas em cargos comissionados verifique se esses nomes tem ou teve ligação com algum vereador, especialmente considerado da base, se trabalhou na campanha ou no gabinete de algum vereador em algum tempo. Veja a data da nomeação, e confronte com a votação de algum projeto difícil de aprovação que a nomeação foi depois. Pronto, pegou no pulo do gato. Ô Geraldo Paçoca quero ver se tem coragem de liberar.

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    • 17 de março de 2019 em 11:30
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      O irmão independente se tem ou não nessa prefeitura ou em outra qualquer o ato é definido como crime de concussão.
      Simples
      Relativizar um absurdo desses fic mais feio.

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  • 17 de março de 2019 em 09:03
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    Lamentável, ainda bem que não votei nessa vergonha.

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  • 16 de março de 2019 em 23:56
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    Não é só o Bolsonaro em Divinópolis também tem isso. É só o Ministério Público querer e investigar que pega. é apertar os nomeados as indicações mais recentes e vai pegar um monte.

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Comentários

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