Haddad confronta Globo; “vespeiro que quero mexer são os meios de comunicação”, e afirma unidade com Ciro Gomes


Em mais uma rodada de entrevista em veículos da Rede Globo, que ocorreu na manhã desta terça-feira (18), em que todos os jornalistas, como sempre, tentaram acuar o candidato Fernando Haddad – Ele confrontou a família Marinho e afirmou que estará junto com Ciro no segundo turno e no governo, e afastou qualquer possibilidade de crítica ao candidato do PDT.

Ele foi entrevistado por uma bancada composta por jornalistas da rádio CBN, do G1 e da GloboNews, todos da Rede Globo.

Haddad afirmou que haverá uma mudança radical nos marcos legais dos meios de comunicação no país e questionou as organizações Globo por ter “demorado 50 anos para fazer autocrítica de seu apoio ao golpe militar de 1964”. A resposta foi dada porque os jornalistas questionavam o apoio de políticos que votaram pela derrubada de Dilma e agora apoiam o PT: “Se eu perdoei quem demorou 50 anos para pedir desculpas pelo apoio ao golpe militar porque não iria perdoar quem apoiou o golpe de 2016 e está se arrependendo dois anos depois?” Os jornalistas da CBN-G1 silenciaram e imediatamente mudaram de assunto.

Outro vespeiro que quero mexer são os meios de comunicação. Os jornais brasileiros entraram com uma ação para proibir as agências internacionais em língua portuguesa, como a BBC Brasil, por exemplo. Não vamos permitir a cartelização dos meios de comunicação, afirmou o candidato

Os jornalistas buscaram intrigá-lo com Ciro Gomes, por conta das críticas do candidato do PDT ao PT. Haddad afastou qualquer possibilidade de atacar Ciro, disse que ambos estarão juntos no segundo turno e foi taxativo, diante de uma pergunta: “O senhor apoiaria Ciro no segundo turno?”. Sua respondeu: “Claro. Nós somos do mesmo campo”.

Outra pauta insistente foi o tema do “indulto ao Lula”, que tem sido agendado pela imprensa conservadora. Haddad denunciou que o tema tem sido insuflado pela imprensa conservadora e esclareceu que Lula não quer indulto por ser inocente e, por isso, ele não dará indulto quando vencer as eleições. Informou que em 2019 a ONU e os tribunais superiores do Brasil irão julgar o mérito da condenação de Lula e que os processos contra o ex-presidente, eivados de ilegalidades, serão anulados.

 

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