FECHOU EM MINAS: Marcio Lacerda, Governador; Adalclever Lopes seu vice; Jaiminho Martins, candidato ao Senado


Depois de muitas confusões, de idas e vindas, interrupção de reunião; e até ameaça de Policia Federal, já que uma ata teria desaparecido, com o deputado Leonardo Quintão muito exaltado exigia que ela aparecesse. E ainda segundo o mesmo Quintão um grupo estaria negociando a indicação do deputado Jayme Martins, como candidato a vice-governador na chapa de Pimentel –  Em uma sequência de encontros e desencontros, mais parecendo o samba do crioulo doido, finalmente, o grupo chegou a um consenso, depois que Márcio Lacerda deu garantias que seguirá candidato,  foi fechado o acordo com Adalclever Lopes (MDB) como vice de Márcio (PSB) com Jaime Martins (PROS) candidato ao Senado – Os demais nomes de candidatos a deputados federais e estaduais, que já estavam pré-candidatos, foram todos homologados, como o nome do vereador Adair Otaviano, presidente da Câmara de Divinópolis. 

 

O deputado federal Saraiva Felipe, no momento em que anunciava o acordo fechado, já no inicio da madrugada desta segunda-feira (06)

O Tempo

Já passava da meia-noite, quando o MDB mineiro chegou a um consenso sobre os rumos do partido nas eleições estaduais deste ano. Após mais de dez horas de reuniões a portas fechadas, momentos de tensão e brigas, as lideranças emedebistas anunciaram apoio à candidatura, ainda incerta, do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas.

Conforme o acordo, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes (MDB), será o vice na chapa de Lacerda. O deputado Jaime Martins (PROS) disputaria uma das vagas ao Senado Federal.

A definição foi tida como uma reviravolta, já que o esperado era que o MDB fechasse apoio ao governador Fernando Pimentel (PT) para eleger o maior número possível de deputados para as bancadas estadual e federal.

Para o acordo ser enfim referendado, um ponto foi essencial: a garantia do Lacerda de que ele vai ser candidato. O ex-prefeito teria dado a certeza de que sua candidatura vai ser homologada na Justiça Eleitoral. Além disso, ocorreram acordos envolvendo a chapa proporcional. Essa, inclusive, é a parte mais delicada do processo para os deputados socialistas. A avaliação deles é de que fechar com o MDB significa sacrificar cadeiras nos Legislativos estadual e federal.

Pouco antes do anúncio do acordo, o clima ficou ainda mais tenso quando o deputado federal Leonardo Quintão (MDB) ameaçou chamar a Polícia Federal. Ele denunciou que a ata que havia sido aprovada pela comissão provisória foi “fraudada” para, depois, aparecer com o apoio a outra chapa. “A maioria decidiu com a coligação que está na ata (PT, PCdoB, PP). Agora, sumiram as nossas assinaturas e eu quero saber onde está a ata com a minha assinatura. Temos que discutir novamente a modificação dentro da coletividade, porque a lei determina que qualquer modificação só vale até meia-noite. Parte da comissão está em uma reunião secreta, o que não foi combinado com todos, e isso eu não vou aceitar. Estou denunciando uma ilegalidade”, reclamou durante entrevista à imprensa ontem à noite.

Os responsáveis por fecharem o acordo com Lacerda disseram nos bastidores que estão tranquilos com relação a ata. O entendimento é que se a maioria da comissão provisória, formada por sete deputados (três federais e quatro estaduais), decidir por apoiar Lacerda, isso pode ser referendado com “tranquilidade”, uma vez que a maioria é quem tem poder de decisão. No colegiado, hoje, cinco parlamentares apoiam o socialista, em especial os estaduais.

“Onde está escrito que aquela ata não pode ser mudada? Se a maioria quiser, é isso que vai ser feito. Tem gente querendo deliberar sozinho”, disse a fonte.

Além de MDB e PSB, compõem o arco de alianças o Podemos, o PROS, o PV e o PRB. O PDT não foi confirmado na reunião de ontem como integrante do grupo de apoio a Marcio Lacerda.

Resistência

O vice-presidente da Câmara do Deputados, Fábio Ramalho, disse ontem que o MDB está entrando em uma “canoa judicializada” ao fechar com o PSB. Ele afirmou ainda que vai tentar reverter o quadro.

“O TSE já deu o entendimento de que o estatuto do partido tem direito. O que eu penso é que, na hora que for para o pleno (a questão da candidatura do Marcio Lacerda), tanto no TRE quanto no TSE não vai passar. Eu penso que não cabe a gente, nessa altura do campeonato, entrar nessa situação de judicialização. É um excelente candidato, mas você tem o estatuto do partido (no caso do PSB), que está acima”, declarou ele, que apoia uma aliança com os petistas e não faz parte da comissão. Advogados de Lacerda já garantiram que o socialista vai vencer na Justiça Eleitoral.

Estado de Minas

Com a decisão, Adalclever Lopes (MDB) será o vice na chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte. O deputado federa. Jaime Martins (Pros/MG) foi o escolhido para disputar uma vaga no Senado

O acordo foi feito depois de horas de discussão. Os membros da Comissão Executiva Provisória Estadual do partido suspenderam a reunião iniciada às 16h, duas horas após seu início, e parte dela deixou a sede do diretório sem revelar o destino. Foi acordada nova reunião para as 23h. Às 22h, o clima ficou tenso. O deputado Leonardo Quintão que não acompanhou os colegas e permaneceu no diretório, disse que iria à Polícia Federal tentar impedir fraude da ata assinada por ele e por outros cinco membros da comissão, que tratava da primeira parte do encontro. Ele se recusava a dizer onde estariam os pontos da suposta fraude.

Leonardo Quintão, bastante exaltado, exigia dos membros do partido a ata por ele assinada, que desapareceu. Foi apresentada uma ata à imprensa, sem qualquer assinatura, em que o partido fechava a coligação com o PT, DC, PCdoB, PP. De acordo com Quintão, um grupo de deputados que compõem a comissão estaria tentando fechar um acordo com outro grupo político, “sem respeitar o encontro anterior e fora da mesa de negociação, que deveria estar acontecendo aqui na sede”. Segundo Quintão, esse grupo estaria negociando a indicação do deputado Jayme Martins (PSD) como candidato a vice-governador em chapa com Pimentel.

Mais cedo o presidente da Comissão, deputado Saraiva Felipe, havia dito que o acordo ainda não estava fechado e que aguardava uma lista de coligação fechada na convenção do PT e dos deputados que comporiam a possível coligação. Antes do término do primeiro encontro o deputado Iran Barbosa deixou a sede do partido às pressas sem falar com a imprensa.

 

 

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