Prefeitura disponibiliza 20 novos leitos no Hospital São João de Deus exclusivamente para pacientes da UPA


A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realizou na tarde desta quarta-feira (13/06) coletiva de imprensa para anunciar a assinatura do Plano de Contingência da Urgência e Emergência. Participaram o secretário municipal de Saúde, Amarildo de Sousa, o diretor técnico da UPA, Marco Aurélio Lobão  e a diretora de Urgência e Emergência da UPA, Cristiane Silva Joaquim – Dentre várias medidas o município adquiriu 20 leitos no Hospital São João de Deus, que serão utilizados exclusivamente para pacientes de Divinópolis que passarem pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto e necessitarem de internação hospitalar.

Os leitos exclusivos entrarão em atividade em aproximadamente 15 dias e o investimento será de R$ 200 mil por mês custeado com recursos próprios da Prefeitura de Divinópolis. As vagas serão para clínica médica e outras especialidades continuarão sendo atendidas pela Central de Regulação do Estado e/ou através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – Sala Vermelha.

“A necessidade de desafogar as UPAs é uma necessidade já constatada por todo o país e estes 20 novos leitos serão de grande importância para desafogar a saída de pacientes da unidade. Já solicitei ao Ministério da Saúde a inclusão de Divinópolis nas ações que estão sendo elaboradas, mas demos agora um passo à frente para resolver esta questão”, afirmou o secretário de Saúde Amarildo de Sousa.

A diretora de diretora de Urgência e Emergência, Cristiane Silva Joaquim, informou que 68 pacientes estão aguardando vagas de internação hospitalar na UPA. “Além dos pacientes que estão na UPA tem ainda outros 80 aproximadamente que aguardam vaga em casa para ortopedia, outros estão estabilizados, mas estão à espera desta vaga”, informou.

Cristiane ainda explicou que, destes 68 pacientes, seis aguardam vaga para CTI, que será definida pela Central de Regulação, 36 para clínica médica, 10 para cardiologia, 9 para ortopedia, 3 para pediatria, 3 para cirurgia e outras 3 para neurologia.

O Plano de Contingência de Urgência e Emergência definiu ações para três esferas: organização da entrada de pacientes, processos internos de trabalho e ainda sobre a saída dos pacientes que passa para a questão das vagas hospitalares.

Entrada de pacientes

De acordo com os dados apresentados atualmente, 62% dos pacientes atendimentos na UPA são classificados como “verdes” e outros 6% são classificados como “azuis” conforme critérios do Protocolo de Manchester. De acordo com o diretor técnico da UPA, Marco Aurélio Lobão, observando critérios técnicos e objetivos, tais pacientes teriam a possibilidade próxima de zero de agravo em curto período de tempo e poderiam ser atendidos das 40 unidades de saúde existentes em Divinópolis.

Dos mais de 380 pacientes que são atendidos por dia na UPA, além dos 68% dos pacientes que poderiam ser atendidos na Atenção Primária à Saúde, os outros 32% são divididos entre os pacientes classificados como “amarelo”, “laranja” e “vermelho” e que realmente devem ser atendidos na rede de Urgência e Emergência. Cerca de 6% dos 380 atendidos necessitam de internação hospitalar.

No Plano de Contingência assinado, o secretário de Saúde, Amarildo de Sousa, informou que pacientes verdes e azuis poderão ser direcionados para a atenção primária. “Quero frisar que não haverá recusa no atendimento aos pacientes, seja de que classificação for, mas pacientes verdes e azuis, após avaliação clínica, poderão ser encaminhados para a atenção primária. Esta questão está sendo estruturada também com a diretoria de atenção primária que estará pronta para receber o paciente encaminhado pela UPA”, explicou.

O diretor técnico ainda frisou que campanhas serão intensificadas para conscientização da população. “Os pacientes tem direitos e deveres e um desses deveres é respeitar, para o bem comum, que a UPA é uma unidade de Urgência e Emergência, atenderemos a todos, seja na UPA ou através dos encaminhamentos para a atenção primária, mas é preciso esta reordenação dos serviços para melhor atender os próprios pacientes”, disse.

 

 

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