Por que Pimentel não tem dinheiro para pagar salários e repasses para Prefeituras, mas tem para comprar ambulâncias, viaturas e tratores?


O governador Fernando Pimentel esteve na cidade de Varginha, no Território Sul, nessa quarta-feira (16/5), onde visitou as obras de duplicação da BR-491, e se reuniu com representantes do Consórcio Público para o Desenvolvimento do Café (ConCafé). No encontro, o governador assinou despacho governamental para que seja firmado um convênio entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) e o ConCafé, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). O documento define como prioridade a disponibilização de máquinas de beneficiamento de café para o uso de pequenos cafeicultores do Sul e do Sudoeste do Estado.

 

O valor do investimento imediato é da ordem de R$ 1 milhão e contempla 44 municípios. A compra dos equipamentos vai garantir uma tecnologia confiável e segura para a produção do café e, com isso, aumentar a competitividade do pequeno produtor. 

 

Fernando Pimentel afirmou em seu discurso que o Estado apoia a iniciativa do consórcio que irá melhorar as condições de mercado dos pequenos cafeicultores. “Hoje é um dia de alegria, de poder vir aqui pagar uma promessa que eu fiz lá atrás de ajudar o consórcio do café. Primeiro porque a ideia do consórcio é muito boa, criativa. Minas Gerais já devia ter feito isso. Não custa dinheiro, custa o esforço, claro, de cada prefeito, de cada município, com resultado muito positivo. Agora nós temos um instrumento que precisa de combustível. O que nós estamos fazendo é dar ao consórcio condição de prestar serviços de qualidade para os nossos produtores. Para eles chegarem ao mercado com o produto melhorado. Isso vai incrementar a renda deles, do município e da população como um todo”, explicou.

 

O governador ressaltou que o café é um grande gerador de empregos e que tem tido toda a atenção do Estado. Minas Gerais é responsável por mais de 50% do café produzido no Brasil. “Nesta primeira etapa estamos falando em R$ 4 milhões, sendo R$ 1 milhão de imediato. Vamos poder comprar dez máquinas e, com o restante, comprar praticamente uma máquina por município. Isso é só a porta de entrada para um grande programa que vamos ter sempre com o consórcio, assim como as outras iniciativas que o governo já tem tido, como o programa Certifica Minas na área do café e todas as linhas que temos de apoio, como o próprio BDMG emprestando recursos. Nós temos um elenco grande de iniciativas para ajudar o setor, e isso é que faz, na minha opinião, a diferença”, disse.

 

Pimentel avaliou, ainda, que mesmo diante das dificuldades financeiras, o Estado tem mantido os serviços públicos operando com qualidade. “Governo é para fazer isso. Não é para fazer prédio de luxo, para botar funcionário público lá dentro, é para ajudar o prefeito e a prefeita a melhorar a condição de vida do seu município. O Brasil inteiro está vivendo um momento dificílimo de crise econômica, de crise política, institucional e, agora, de crise social também porque temos aí quase 16 milhões de desempregados pressionando os serviços públicos de saúde, de educação, de segurança. E nessa tempestade toda, graças a Deus, Minas Gerais está, com dificuldade, superando a tormenta. Nosso barco está navegando. Não naufragou, nem vai naufragar. Os mineiros têm essa vocação do trabalho, e é um povo sereno. Minas Gerais é o Estado do equilíbrio, da estabilidade, e temos que manter isso, porque é o que está nos ajudando a atravessar essa tempestade”, afirmou Pimentel.

 

Parceria

As máquinas terão uso rotativo e itinerante, podendo ser levadas até os cafeicultores, de acordo com a necessidade. A compra e aplicação do material se dará por meio de uma cooperação técnica entre o ConCafé e a Emater.

 

O prefeito de Carmo do Rio Claro e presidente do ConCafé, Tião Nara, destacou a importância deste apoio do Estado para a economia regional. “A vinda do governador fortalece cada município. Sabemos da importância da cafeicultura para todos os municípios, porque a gente depende também do produtor rural”.

 

Segundo o deputado federal Odair Cunha, que também participou do evento de assinatura do convênio, a compra dos equipamentos irá permitir o incremento na renda dos pequenos produtores que terão acesso às máquinas. “Todos nós sabemos da importância que tem o café na nossa região. Às vezes, a gente não para pra pensar, mas é na época da panha do café que a pessoa reforma a casa, que compra mobília nova, que troca de carro. Estou dizendo isso porque com essa parceria celebrada entre o governo do Estado e as prefeituras, nós vamos melhorar a renda do produtor na medida em que vamos diminuir o custo de produção do café no nosso território. Ao diminuir o custo, as pessoas estarão melhorando a renda da nossa gente”. 

 

Para o deputado estadual Emidinho Madeira, os equipamentos trarão mais qualidade de vida para o pequeno produtor rural. “Isso beneficia o café, uma máquina custa R$ 100 mil reais. Valorizar o produtor é dar condições melhores, ensacar 60 quilos de café, colher, limpar, secar, não é fácil para o pequeno produtor, para a agricultura familiar. A vida deles é difícil. Precisamos investir no café. Minas Gerais produz hoje 23 milhões de sacas de café. Se fosse um país, era o maior produtor do mundo”. 

 

O investimento na compra de equipamentos está alinhado à outras ações de uma política estadual que contribui para que o café mineiro se torne ainda mais competitivo, oferecendo, assim, mais subsídios à sua cadeia produtiva.

 

Também estiveram presentes na cerimônia os secretários de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amarildo Kalil, de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares; o diretor-geral do Departamento de Edificações, Estradas e Rodagem (DEER-MG), Davidsson Canesso; o presidente da Emater, Glênio Martins; o presidente da Epamig, Rui Verneque; os deputados estaduais Geisa Teixeira e Ulysses Gomes, além de prefeitos e demais autoridades

 

Infraestrutura

Antes de se encontrar com membros do ConCafé, o governador Fernando Pimentel visitou a obra de restauração e duplicação da BR-491, no trecho entre Varginha e o entroncamento da BR-381. Ao lado do secretário de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares e de diretores do DEER-MG, o governador conheceu detalhes das intervenções. Ao todo, serão investidos R$ 90 milhões por meio do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem nas intervenções que contemplam 18,1 quilômetros da rodovia.

 

O empreendimento inclui a construção de três pontes, sendo uma sobre o rio Verde e outras duas sobre o rio Palmela, e ainda prevê a obra de alargamento e reforço de uma outra ponte sobre o rio Verde.  De acordo com o secretário Murilo Valadares, a obra está cumprindo o cronograma previsto, considerando os processos de liberação de recursos e de desapropriação. “Neste ano o que foi planejado será feito”.

 

As melhorias trarão mais segurança aos motoristas que trafegam na rodovia que é uma importante via de ligação com os municípios do Sul de Minas Gerais. Em média, cerca de 12 mil veículos trafegam diariamente nesta estrada. Além de contribuir para a mobilidade, as mudanças terão impacto na economia da região ao favorecer o escoamento do que é produzido no entorno, que já abriga um porto seco. A BR-491 está sob a jurisdição do Estado de Minas Gerais há cerca de 15 anos.

 

Investimentos

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Transportes de Obras Públicas (Setop) e do DEER-MG, já investiu o montante de R$ 2,4 bilhões em obras rodoviárias, incluindo pavimentação, melhoramento, manutenção e ampliação da capacidade de rodovias, pontes e viadutos.

 

A retomada dos investimentos se deu a partir de julho de 2015, quando Fernando Pimentel deu ordem de reinício para obras paralisadas pelo governo anterior em novembro de 2014. Até março de 2018 foram construídos e concluídos trechos numa extensão de 574 quilômetros e realizados recapeamento e recuperação funcional do piso asfáltico em 833 quilômetros, além dos trabalhos de manutenção de rotina – tapa buraco, roçada de faixa de domínio, limpeza do sistema de drenagem, conferência e reposição de sinalização em toda a malha rodoviária estadual – o que representa mais de 27 mil quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas.

Um comentário em “Por que Pimentel não tem dinheiro para pagar salários e repasses para Prefeituras, mas tem para comprar ambulâncias, viaturas e tratores?

  • 17 de Maio de 2018 em 15:02
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    divinopolis ta quebrado maioria divinopolitano ganha 1 salario minimo so ,quem tem aqui so ex prefeitos atual e corja .eo nosso ilustres vereadores ta nadando na grana salario de 10 mil.carros carros de luxo fazendas sitios casa em escarpas etc .cleitinho falatrao ta nessa

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