Moradores de Divinópolis são ouvidos na CPI da Copasa


A Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar as possíveis irregularidades na prestação de serviços e cumprimento contratual da Copasa no município de Divinópolis, realizou mais uma tarde de depoimentos nesta sexta-feira (24). Foram ouvidos no plenário da Câmara Municipal 5 cidadãos que prestaram queixas nos períodos de falta de água entre os meses de agosto, setembro e outubro de 2017.

 

A primeira pessoa ouvida foi a líder comunitária do bairro Quintino, Ana Paula Freitas que comentou que desde dezembro de 2016 começaram ocorrer situações de falta de água em algumas regiões da cidade incluindo o bairro onde reside. Desde então Ana Paula começou a monitorar os aspectos da água em sua residência com relação a cor, turbidez e cheiro. “Já no fim do mês de Agosto e início de Setembro, observei que além de amarelada a água estava com muito mal cheiro e com aspecto de esgoto. Perto do feriado do dia 7 quando passamos pela falta de água, em seguida do reabastecimento a água voltou com cor amarelada porém sem cheiro nenhum”, relatou.

 

A cidadã contou ainda que tem comprado água para beber em sua casa, porém a água que utiliza para cozinhar é a que vem da caixa, e há cerca de sete dias está com uma infecção intestinal. 


Ana Paula informou ainda que no prazo de 35 dias já lavou sua caixa d’água 7 vezes e com isto a conta também veio mais cara. Outro ponto relevante do depoimento da líder comunitária foi a respeito do ocorrido no dia 02 de outubro quando houve uma reunião dos Vereadores junto à Copasa, e logo em seguida Ana Paula recebeu a visita em sua casa do engenheiro ambiental da Copasa: “no dia o Eustáquio me fez diversos questionamentos quanto a água que estava chegando na minha caixa, e achou por bem trocar ou retirar o meu hidrômetro de água por 24horas para fazer a manutenção da rede. Eu não achei isto correto, pois eles (Copasa) devem prestar um bom serviço não só pra mim, mas para a cidade inteira, e se eles acharam que me deixar 24 horas sem hidrômetro era uma forma de me confortar com relação a conta de água, pra mim não surtiu efeito. A partir daí a água tem vindo menos amarelada, porém ainda há o aspecto de barro”, finalizou Ana Paula Freitas.

 

A segunda ouvida pelos vereadores foi a senhora Isabel Cristina Soares moradora do bairro Nossa Senhora das Graças que relatou que há anos sofre com a falta de água na região. “A Copasa foi totalmente negligente com relação ao fornecimento de água com má qualidade na cidade. Desde o dia 9 de setembro fui diagnosticada com diarreia crônica, além de já ter emagrecido 10 quilos desde então por causa da desidratação”. Isabel relatou ainda que mora com outras pessoas doentes em casa e mesmo assim com todas estas dificuldades, sua família não teve nenhuma assistência da empresa Copasa.

 

Representando os moradores do bairro Lagoa dos Mandarins, Ricardo Alexandre Gonçalves Nunes abordou a respeito do descarregamento de 4 a 5 caminhões com dejetos por dia que são despejados na fossa comunitária do bairro. Segundo Ricardo na fossa comunitária é feito o decantamento e o tratamento da água é realizada na Estação de Tratamento do bairro Icaraí. “Hoje é cobrado em nossa conta 90% a mais da tarifa da fossa. Os moradores da parte de cima do bairro também sofrem muito com a falta de água, e nós nunca vimos nenhuma manutenção na Fossa Comunitária. Me sinto lesado, e de dois meses pra cá houve um reajuste considerável nas contas sendo que não obtivemos nenhum tipo de melhoria na região”, frisou.

 

Ainda sobre os diversos sintomas de mal-estar que a população vem passando por causa da ingestão de água possivelmente inadequada, Douglas Júlio da Guarda que é morador do Alto das Oliveiras também relatou para a Comissão que teve diarreia e mal estar, e seu filho também já foi diagnosticado com virose. “Desde as últimas vezes que faltou água no bairro, estou comprando litro de água para minha família. E até hoje a Copasa nunca deu nenhuma justificativa para os moradores sobre a falta d’água”.

 

Na oportunidade o Presidente da CPI Sargento Elton questionou ao cidadão se o serviço que a Copasa tem prestado em Divinópolis tem sido satisfatório? “Eu acho que a Copasa não tem prestado um bom serviço e deixado muito a desejar”, respondeu Douglas.

 

Por fim a moradora do bairro Candelária Vanessa Tasciane Romão contou que registrou vídeos em sua rede social mostrando a cor amarelada na água que chegou em sua residência após a falta d’água, além de ter detectado também o mal cheiro na mesma.

 

Contudo, após serem compilados todos os questionamentos junto a Consultoria Jurídica da Casa, os depoimentos foram encerrados e o próximo dia de oitiva será na segunda-feira (27) a partir das 13 horas no Plenário da Câmara Municipal.

 

Fonte: Diretoria de Comunicação da Câmara.

 

2 comentários em “Moradores de Divinópolis são ouvidos na CPI da Copasa

  • 31 de dezembro de 2017 em 12:02
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    Não querem a COPASA? Por que a Prefeitura não contra aquela empresa que presta serviços em Pará de Minas. Aí a população vai ver o que é água suja. Lá chega é barro nas torneiras. A COPASA pode ter todos os problemas, porém, ela é infinitamente melhor do que qualquer outra Empresa de Saneamento em Minas Gerais.

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  • 24 de novembro de 2017 em 20:16
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    Moradores podem falar sobre CPI da copasa e não pode falar sobre o IPTU.

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Comentários

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