TRAGÉDIA ANUNCIADA EM DIVINÓPOLIS: autoridades e empresários omissos no sério caso do Lixo Hospitalar


O caso do lixo hospitalar, que foi discutido em uma Audiência Pública na Câmara de Divinópolis na noite desta última segunda (30), armazenado em um galpão em Divinópolis de forma irregular, e que não pertence ao município e sim de outras cidades, que contem pedaços de seres humanos, e conforme laudo do Ministério Público, de que está contaminando o lençol freático. Como foi dito pelo radialista Silvio França, tem todas as nuances da tragédia que ocorreu em 1987 em Goiânia, envolvendo o sumiço do césio 137, quando dois catadores de lixo entraram em um prédio abandonado e furtaram uma máquina de radioterapia que estava acoplada a uma capsula de chumbo que tinha o elemento radioativo Césio-137, que resultou em 628 vítimas contaminadas e algumas mortes – A similaridade de Divinópolis, com Goiânia começa quando a advogada Juliana Liduário conta que três caixas d´água do galpão do lixo hospitalar que estavam no local, foram furtadas. 

A revelação do furto foi feita anteriormente por Juliana Liduário, advogada dos proprietários do imóvel, em entrevista para o Divinews, e reforçada durante a Audiência Pública, e ninguém sabe do paradeiro do material furtado. Quem cometeu o furto e quem tiver contato com esse objeto pode estar correndo risco de saúde.

O presidente da Audiência Pública, vereador Delano Santiago, afirmou que nesta terça-feira serão apresentados oito pontos de caráter deliberativo como encaminhamento. O 1º ponto será notificar a Prefeitura, que terá 10 dias uteis para retirar o lixo, o 2º ponto também importante, é dar publicidade as três caixas d´água que foram roubadas, que segundo ele está cheia de hepatite A, hepatite B, entre outros contaminantes, e diz que é preciso encontrar tais caixas o mais breve possível – Um outro item, para encaminhamento foi a deliberação da existência de um vigia/24 horas, para tomar conta do local, impedindo que qualquer pessoa entre no local, até que o lixo seja completamente retirado – Um dos itens mais importante, conforme o vereador Delano, é que as prefeituras dos municípios que despejaram lixo hospitalar em Divinópolis – Uma providencia que será tomada, será a notificação das autoridades que não compareceram.

A advogada Juliana Liduário enalteceu as presenças do o vice-prefeito Rinaldo Valério e da delegada de Policia Civil, Adriene Lopes, porém sentiu falta do promotor ambiental, que não compareceu, e o  Juiz da Vara de Fazenda Publica, Núbio de Oliveira Parreiras, por que tais pessoas poderiam somar e muito na solução do problema, porém vai aguardar os encaminhamentos propostos pela Câmara. Finalizou lamentando a ausência da população que não compareceu.

Já o vice-prefeito de Divinópolis, Rinaldo Valério afirmou que o município além de não ter condições de arcar com os custos da remoção do lixo hospitalar tem que esperar a decisão da Justiça, já que o processo está sub judice. Quer também que os municípios das cidades que depositaram o lixo hospitalar em Divinópolis, arquem com os custos de sua remoção.

Já o vereador Edsom Sousa, como matéria já publicada pelo Divinews, diante de informações truncadas de quem de fato era o proprietário da empresa, ECO VIDA, que antecedeu a FELIPE A. SIQUEIRA TRATAMENTO DE RESIDUOS, e o paradeiro de tais empresas e empresários.

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