DIVINÓPOLIS: Afonso Gonzaga deve deixar Presidência da FIEMG Regional Centro-Oeste em 2018


Se o atual quadro para as eleições que ocorrerão na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, entre fevereiro e maio de 2018, se mantiver, como está atualmente, com tendência de vitória de Flávio Roscoe, presidente do Sindimalhas e opositor à situação que persiste no comando da federação há mais de 12 anos, nas mãos de um único grupo, que passou de Robson Andrade, com dois mandatos consecutivos, para o atual Olavo Machado, que lançou como seu sucessor Alberto Salum, é quase certo que o atual presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Afonso Gonzaga, também deixe o comando da entidade. Segundo informações, Flávio Roscoe possui bem mais que os 50% dos 139 votos dos presidentes dos sindicatos que compõe o colégio eleitoral – Há ainda a informação de que diferentemente do que aconteceu com Afonso Gonzaga que foi indicado diretamente para compor a chapa, que foi única em eleições anteriores, dessa vez, Roscoe está prometendo que o próximo presidente Regional da Centro-Oeste, será escolhido pelos presidentes dos sindicatos da região – Afonso também, como participante do atual grupo que governa a FIEMG,  está na Presidência da entidade, em Divinópolis, há 12 anos, e muitos não veem isso com bons olhos, analisam como perpetuação no poder, e que a entidade precisa de respirar novos ares, precisa de renovação, de novas ideias, sangue novo – A disputa de Flávio Roscoe sera com Alberto Salum, que representará a continuidade do atual modelo, com o mesmo grupo no comando da FIEMG. Apesar do discurso progressista do candidato, os presidentes dos sindicatos avaliam que nada mudará, a gestão continuará na mesma, e é isso que eles não querem.     

O candidato de oposição à presidência da FIEMG, Flávio Roscoe, no mês de agosto, deu uma demonstração de força ao reunir em hotel de BH, mais de 80 dos quase 140 sindicalistas que decidirão a eleição na entidade, além de receber manifestações de apoio naquela ocasião, de mais de uma dezena de eleitores ausentes no evento. Ainda há muita campanha até o pleito, que só deve ocorrer em 2018. Mas, Roscoe está ganhando a eleição. Ele já tem o número de adesões para vencer.

Segundo o Jornal O Tempo, que acompanha de perto o processo eleitoral na FIEMG, um exemplo do efeito-onda na campanha de Roscoe foi dado por Mário Campos, que dirige dois sindicatos da indústria de açúcar/etanol e, portanto, tem dois votos no colégio eleitoral da Fiemg. Ele organizou encontros dos usineiros com ambos os presidenciáveis (Roscoe disputa com Alberto Salum, candidato da situação) para “a base indicar democraticamente” o beneficiário dos seus votos. E o escolhido pelo setor sucroalcooleiro foi o nome da oposição. “Não houve divisão, todos concordaram”, diz Campos.

Durante o jantar oferecido aos sindicalistas no condomínio onde mora, Vale dos Cristais, Roscoe, se for eleito, admitiu admitiu rever a operação no BNDES e o projeto do Senai e constatar que os recursos do “caixa combalido” do sistema Fiemg não estão sendo usados no “interesse geral da indústria”. É uma sinalização de que ele até então não cogitava um acordo com o grupo da situação, liderado por Olavo Machado e Robson Andrade.

 

   

 

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