RETROCESSO: Antigo Pronto Socorro de Divinópolis possuía 65 leitos físicos e UPA apenas 20; 40 improvisados pelos corredores


A declaração considerada bombástica, já que a população aumentou e o número de leito disponíveis diminuíram, foi feita por Marcos Vinicius (PROS) em reunião ordinária dos vereadores de Divinópolis da última terça-feira (05), ocasião em que ele discorreu sobre os graves problemas da saúde no município, com destaque para o caos da UPA, que se encontra em um verdadeiro estado de guerra –  O edil lembrou que o antigo pronto-socorro regional, localizado no centro da cidade, disponibilizava 65 leitos físicos, e na UPA atualmente houve um retrocesso para apenas 20 leitos: “Quer dizer, a população aumentou, e a possibilidade de atendimento regrediu.”

Por ocasião da sua fala, naquela data (5/9), Marcos Vinicius, apresentou alguns números: “Eu tenho falado aqui nessa tribuna de forma recorrente, a respeito da situação de absoluta precariedade da UPA. São 106 pacientes que foram dispensados para aguardar em casa a internação pelo SUS, para atendimentos predominantemente na área de ortopedia e também vascular. 61 pacientes até semana passada aguardavam essas internações na UPA, e mais ou menos 10 pacientes estavam em observação. Existem mais de 40 leitos improvisados nos corredores. A sala de emergência, o CTI da UPA, que estava projetado para 6 pacientes, até semana passada estava atendendo 13, 100% além de sua capacidade.”

Além dos pontos destacados pelo edil, também tem sido frequentemente divulgado outros problemas da Unidade de Pronto Atendimento, como a dificuldade de se conseguir transferência para internação em outro hospital da região. Existe também o atraso no pagamento de médicos da unidade. A própria prefeitura de Divinópolis já emitiu uma nota afirmando que a situação da UPA beira os limites físicos e de pessoal do serviço oferecido.

Ainda no pronunciamento do vereador, ele atenta para o fato que mesmo com ação judicial, medida cautelar ou liminar deferida pela justiça, os pacientes não estão conseguindo atendimento na unidade. Segundo ele, há casos em que pacientes estão aguardando mais de 40 dias com ordem judicial para atendimento de urgência, mas não são atendidos. Como já foi dito pelo edil em pronunciamentos anteriores, esta situação é de guerra, de calamidade pública.

A superlotação da UPA também é decorrente da demora para serem concluídas as obras do hospital público regional, que foi declarado não ser uma das prioridades da região pelo governador do Estado. Dessa forma, a UPA e o Hospital São João de Deus, que são os únicos que fazem atendimento pelo SUS, ficam lotados de pacientes, mas sem poder disponibilizar tratamento para todos.

Este abandono do hospital público poderia ser pior, como explanado pelo vereador: “a situação poderia ser muito pior, de depredação, de ocupação indevida, por pessoas desocupadas, que poderiam fazer daquela construção utilizações indevidas”. Este fato ainda não aconteceu porque a prefeitura paga mensalmente aproximadamente 40 mil reais para vigilantes da obra do hospital, que está parada. Por este motivo, Marcos parabenizou o prefeito Galileu Machado por ter entregado um documento ao governador, onde dizia que a prefeitura não pode mais suportar o ônus mensal de aproximadamente 40 mil para pagar seguranças e vigias que tomam conta do hospital público regional, que se encontra abandonado. Na carta, além de pedir que Pimentel assuma o hospital, sugere também que o hospital seja passado para a administração da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que por sua vez o tornaria um hospital universitário sob a gestão da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São João Del Rei, do Campus Dona Lindu, em Divinópolis.

A obra do hospital regional, que não possui previsão de quando será finalizada, estava prevista no montante de R$ 47.830.050,00, e deveria ter sido concluída em 24 meses, a partir do início das obras, em 2010. Entretanto, já consumiu R$68 milhões, ainda faltam mais R$36 milhões, e o hospital ainda não está funcionando.

Um comentário em “RETROCESSO: Antigo Pronto Socorro de Divinópolis possuía 65 leitos físicos e UPA apenas 20; 40 improvisados pelos corredores

  • 12 de setembro de 2017 em 20:56
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    O NOBRE VEREADOR DEVERIA DENUNCIAR TAMBÉM QUE O ATUAL SECRETÁRIO DE SAÚDE MUNICIPAL SUA ESPOSA O VICE PREFEITO DOUTOR RINALDO E SEU PRIMO JOSÉ GERALDO VALÉRIO OCUPAM CARGOS NA UPA E NUNCA RECLAMARAM DA SITUAÇÃO PRECÁRIA DA SAÚDE EM NOSSA CIDADE.CABE RESSALTAR QUE DENÚNCIAS FORAM FEITAS PELOS SERVIDORES MUNICIPAIS QUE ALGUNS DOS CITADOS OCUPAM CARGOS COMISSIONADOS E MESMO LOTADOS NA UPA ESTÃO ACOMODADOS NO PRÉDIO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE ONDE NADA FAZEM MAS CONTINUAM RECEBENDO GRATIFICAÇÕES IRREGULARIDADES COMO FUNCIONÁRIOS DA UPA.FALANDO NISSO O PAI DO ATUAL VEREADOR TARZAN TAMBÉM É MOTORISTA DE AMBULÂNCIAS NA UPA CONCURSADO MAS SEU FILHO VEREADOR IGNORA OU NÃO QUER SABER O QUE ACONTECE NO LOCAL DE TRABALHO DO PRÓPRIO PAI QUE TAMBÉM RESPONDE PELO APELIDO DE TARZAN REPASSADO AO FILHO NA CAMPANHA ELEITORAL DE 2016.COM A PALAVRA O MINISTÉRIO PÚBLICO E UMA FOI NA CÂMARA MUNICIPAL DEVERIA SER ABERTA PARA APURAÇÃO DAS DENÚNCIAS DE CONHECIMENTO GERAL DE VÁRIOS SETORES DA SOCIEDADE DIVINOPOLITANA QUE FECHAM OS OLHOS E FAZEM DE CONTA QUE NÃO TÊM NADA A VER COM A SITUAÇÃO DEGRADANTE NA UPA JÁ QUE POSSUEM PLANOS DE SAÚDE OU RECURSOS FINANCEIROS PARA SEREM TRATADOS EM CLÍNICAS E HOSPITAIS PARTICULARES DA CIDADE.DIVINEWS COM A PALAVRA OS RESPONSÁVEIS PELA ADMINISTRAÇÃO DA SAÚDE MUNICIPAL E SUAS EXPLICAÇÕES CONVINCENTES E SEM NADA ESCONDER OU OMITIR OU MESMO NEGAR PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA A REAL SITUAÇÃO QUE PERSISTE GOVERNO APÓS GOVERNO SEM PERSPECTIVA DE MELHORA A MÉDIO E LONGO PRAZO.

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