Presidente da UED (André Luiz) é acusado de suposto desvio de recursos financeiros da entidade estudantil, entre outras irregularidades


Durante a Reunião Ordinária da Câmara dos Vereadores de Divinópolis desta última terça-feira (05), Thalles Oliveira, secretário social da UED (União Estudantil Divinopolitana) ao ocupar a Tribuna Livre da Câmara, fez várias denúncias de irregularidades cometidas por seu presidente, André Luiz Romualdo Ferreira, que além de usar a entidade com fins político partidário, cometeu suposto desvio de recursos financeiros. Pois, segundo Thalles, André não teria depositado dinheiro da UED que estaria em seu poder, ele teria alegado que teve gastos no exercício da Presidência. Contudo, conforme Thalles explicou, o estatuto da entidade não permite este tipo de movimentação direta, na época, sem registro – Receoso, o  secretário Social da UED, afirmou durante sua fala, que fez as denúncias ao MP, e que até o momento não tinha tornado o assunto público por temer por sua segurança. O seu temor se confirmou, por que ao término do uso da Tribuna, ele se retirou imediatamente do plenário da Câmara e só retornou horas depois para protocolizar os documentos que comprovam os fatos denunciados, e mais uma vez, apressado foi embora.

O secretário começou dizendo que sua denúncia contra gestão passada e a atual, vai de encontro a 77 mil estudantes da cidade.  Segundo ele, está faltando prestação de contas das duas gestões anteriores, no qual o presidente era João Paulo. E na atual foi feito, apenas um relatório e não uma prestação de contas. A Instituição não possuía conta bancária na ocasião, não existia cheque e nem notas fiscais dos pagamentos que comprovassem a prestação de contas da UED. De acordo com o secretário, esse relatório indica que a mesma quantidade de dinheiro arrecadado foi a quantidade de dinheiro que a instituição gastou, e que a Câmara dos vereadores aceitou este relatório na época como prestação de contas.

Thalles, o denunciante, diz ainda que a segunda gestão após a reativação da UED, não foi registrada em cartório, e que o presidente da união na época, João Paulo Barros, foi reeleito, sendo que o estatuto veta este tipo de ação. Também não foi criado conselho de entidade base, que serve para aumentar a democracia dentro da instituição, sem haver a necessidade de convocar a assembleia geral. Sem a criação desta entidade base, não é possível criar o conselho fiscal da instituição, que fiscaliza as questões financeiras relativas à UED. Porém, o tribuno declara que no relatório da gestão, havia um presidente do conselho fiscal, mesmo que não existindo conselho de entidade base para permitir a existência deste cargo.

Na terceira gestão, não existem atas das reuniões. Neste caso, ou não ocorreram reuniões ou as atas não estavam sendo feitas, ou houve desorganização das mesmas. Aponta também que existe uma dívida herdada desta gestão, que não consta no relatório, mas vem sendo cobrada atualmente.

Na atual gestão, o secretário diz que em nenhuma reunião houve registro de atas, e que as reuniões da diretoria executiva não estão acontecendo. O motivo para isto seria que o presidente da instituição atualmente, André Luiz Romualdo Ferreira, há muito tempo, anunciou que sairia da UED, no entanto, disse que para sair precisaria de outra instituição para conseguir visibilidade política, e como ele não achou, deste então continua a exercer o cargo de presidente da UED.

Quanto a conta bancária, Thalles declarou que após não receber respostas da diretoria, foi ao Ministério Público, que intimou esta diretoria a criar uma conta bancária para a instituição. Depois da intimação, foi criada uma conta poupança, já que na época, por existirem pendências no CPF do presidente, não foi possível abrir conta corrente.

As denúncias contra o presidente continuam: “Eu depositei o dinheiro em espécie que estava comigo com correção monetária para não prejudicar a instituição, mas o presidente não depositou toda a parte dele, pois ele alega que teve gastos.

Mas de acordo com o estatuto, se teve gastos, os membros da diretoria de forma alguma podem receber dinheiro da instituição, apenas serem ressarcidos. Então se teve gastos, que ele deposite todo o dinheiro arrecadado pela instituição, e logo após solicite o ressarcimento. Ele também publicou em nome da gestão, uma prestação de contas, que também não é uma prestação de contas, é um mero relatório, e na época não existia conta no banco. Na época das eleições, no programa “De Frente com a UED”, o presidente da instituição queria beneficiar dois candidatos a prefeito: os candidatos Galileu Teixeira Machado e Luiz Militão. Eu denunciei ao Ministério Público, mas ainda não tinha trazido a público para preservar minha segurança. Até hoje toda a quantia arrecadada pela instituição não foi depositada na conta.”

No final de seu pronunciamento/denúncia, Thalles informou que a UED, devido à má gestão que vem sendo feita na instituição, perdeu a sede que lhes foi concedida pela prefeitura. A sede foi praticamente abandonada pela diretoria, e por isto a prefeitura tomou de volta. Por último, o tribuno declarou estar saindo da União Estudantil Divinopolitana devido ao modo com que ela vem sendo gerida, e pediu aos vereadores que atentassem para a situação da instituição, pois deseja que ela seja saudável e representativa para os estudantes de Divinópolis.

O vereador e Presidente da Câmara de Divinópolis, Adair Otaviano, em seu pronunciamento disse que o Legislativo realizará uma profunda investigação sobre os fatos denunciados contra o presidente da UED. Outro vereador que também se manifestou para que a Comissão de Educação investigue o caso, foi o vereador Eduardo Print Junior.

 

Legenda: imagem maior, o denunciante – imagem menor, o denunciado

 

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado.